O clima político entre o Palácio Rio Branco e a Prefeitura da capital acreana ganhou novos contornos nos bastidores após manifestações de descontentamento da vice-governadora do Acre, Mailza Assis, em relação à postura do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, no atual cenário pré-eleitoral.
Aliada histórica do prefeito, Mailza tem externado a interlocutores próximos a frustração com o que considera falta de reciprocidade política. Segundo ela, o apoio dado a Bocalom foi decisivo em todas as disputas eleitorais que ele enfrentou, com destaque para as eleições municipais de 2020 e 2024, quando a então senadora e atual vice-governadora esteve entre as principais fiadoras políticas de sua candidatura.
Agora, às vésperas da construção da chapa governista para a próxima eleição estadual, Mailza esperava um gesto público de apoio à sua pré-candidatura à reeleição. O reconhecimento, segundo a vice-governadora, seria o mínimo esperado diante do histórico de aliança e lealdade mantido ao longo dos últimos anos.
A vice-governadora também tem ressaltado que sua pré-candidatura não se trata de um projeto pessoal, mas da continuidade do grupo político que atualmente governa o Acre, do qual o prefeito da capital foi beneficiário direto, tanto em termos eleitorais quanto institucionais.
Apesar das críticas, Mailza adota um discurso cauteloso ao tratar do tema. Ela afirma respeitar o direito de Tião Bocalom de fazer suas próprias escolhas políticas e de conduzir sua estratégia eleitoral. No entanto, não esconde a mágoa pela ausência de um apoio claro e consolidado à sua postulação, o que, para aliados, evidencia um desgaste silencioso dentro da base governista.
