Os vereadores de oposição Eber Machado, Fábio Araújo, Neném Almeida (MDB), André Kamai (PT) e Zé Lopes (Republicanos) apresentaram na sessão desta quinta-feira, 28, na Câmara Municipal de Rio Branco, um pedido de urgência para que seja colocado em votação o requerimento de afastamento do superintendente municipal Clendes Vilas Boas.
Os parlamentares acusa a mesa diretora, sob comando do presidente da Casa, vereador Joabe Lira (UB), de segurar a pauta, impedindo que o tema chegue ao plenário. As denúncias contra Vilas Boas envolvem relatos de assédio moral e irregularidades administrativas, já encaminhados ao Ministério Público (MPAC)
O vereador Fábio Araújo comentou sobre a demora na tramitação dos pedidos. “O primeiro requerimento foi protocolado no dia 14 de agosto, por mim, e o segundo no dia 19, pela base do prefeito, com dez assinaturas. Até agora nenhum deles entrou na ordem do dia. O presidente da Casa está travando essa pauta, enquanto projetos que chegaram esta semana já foram colocados para votação. Eu estou aqui defendendo a população de Rio Branco e cobrando transparência”, afirmou.
Eber foi mais incisivo nas críticas, apontando proteção política ao superintendente. “O presidente está protegendo o seu cliente Vilas Boas. Temos servidores que vieram até aqui, apresentaram áudios e provas das denúncias, mas, mesmo assim, não houve abertura de investigação interna. A prefeitura até hoje não instaurou procedimento algum. A pergunta que fica é: quem Vilas Boas tem nas mãos para ser tão blindado?”, questionou.
O vereador Kamai reforçou que o impasse não é responsabilidade da oposição. “Ele já está sendo investigado pelo Ministério Público a partir das denúncias que recebemos. A pauta da Câmara não está parada por culpa nossa. Queremos votar o Refis e outras matérias, mas o presidente e a base do prefeito impedem a votação do requerimento de afastamento. Eles podem até rejeitar em plenário, mas se negam a colocar o tema em discussão. Isso é proteger uma pessoa em detrimento da cidade inteira”, declarou.
Com a base governista se retirando das sessões para evitar a deliberação, a pauta legislativa segue travada. A oposição afirma que continuará pressionando para que o pedido de afastamento seja apreciado em plenário, enquanto aguarda o andamento da investigação do Ministério Público sobre as denúncias contra Clendes Vilas Boas.