Durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, o vereador de Rio Branco Zé Lopes (Republicanos) fez uma análise crítica sobre o comportamento de setores da direita brasileira, diferenciando o que classificou como “direita moderada” de posturas consideradas radicais.
Na entrevista exibida nesta quinta-feira, 5, o parlamentar afirmou que a direita moderada se distancia de manifestações consideradas extremistas e criticou atitudes de militantes mais radicalizados.
“Direita moderada é aquela pessoa que não fica só ali no grupo de WhatsApp. Não vai para frente de quartel colocar pneu na cabeça, nem pedir ajuda de ET. Também não vai levantar bandeira dos Estados Unidos em praça pública”, afirmou o vereador.
Lopes também ressaltou que se considera nacionalista e defendeu respeito aos símbolos brasileiros. “Eu presto continência para a bandeira do Brasil. Agora de outro país, quem quer que seja, não”, declarou.
O vereador avaliou que dentro da direita existem diferentes correntes e que parte do eleitorado tem buscado perfis que considera mais racionais no debate político. Segundo ele, nomes como os governadores Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior e Romeu Zema representariam esse perfil de direita mais moderada.
“Tem o bolsonarista radical, mas hoje a maioria da direita quer um perfil mais racional, como o Tarcísio, o Ratinho Júnior ou o Zema, pessoas de direita que têm uma argumentação mais equilibrada”, disse.
Ao comentar o debate político polarizado, o parlamentar criticou posições extremistas tanto da direita quanto da esquerda. “O radical, seja de direita ou de esquerda, não pensa. Ele só quer repetir aquilo que viu no grupo de WhatsApp”, afirmou.
Questionado sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, Zé Lopes disse não acreditar em fraude nas eleições e citou a ausência de provas.
“Não acredito que houve fraude nas urnas. Quando alguém levanta uma suspeita precisa apresentar provas, e até hoje não apareceu nenhuma”, declarou.
Sobre os atos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, o vereador classificou o episódio como uma “loucura”, mas também defendeu revisão de algumas condenações. “Aquilo ali foi uma histeria coletiva. Não podia passar em branco, mas algumas condenações precisam ser revistas, porque às vezes a Justiça acaba pecando pelo excesso”, concluiu.
