O prefeito de Tião Bocalom entregou, na manhã desta terça-feira, 31, o novo prédio da Indústria de Produção de Leite de Soja, conhecida como “vaca mecânica”, instalada na Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa). A obra integra o Complexo Agroindustrial da Agricultura Familiar e é apontada pela gestão municipal como um marco para o fortalecimento da segurança alimentar e da economia local.


Durante a solenidade, Bocalom destacou o caráter simbólico da obra, relembrando que o projeto nasceu ainda na década de 1990, quando exerceu seu primeiro mandato como prefeito em outro município. “Esse realmente é um sonho antigo que eu tinha, e hoje está realizado aqui em Rio Branco. O povo merece, o Acre merece”, afirmou.

A chamada “vaca mecânica” é uma tecnologia que permite a produção de leite vegetal a partir da soja, ampliando o acesso a um alimento nutritivo, especialmente para pessoas com intolerância à lactose. Segundo o prefeito, o produto será destinado à merenda escolar, além de atender programas sociais voltados a crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A unidade tem capacidade de produzir até 4 mil litros de leite por dia, embora a operação inicial deva alcançar cerca de 2 mil litros diários. A expectativa da prefeitura é ampliar gradualmente a produção, acompanhando a demanda das escolas e da rede de assistência social do município.

Com investimento de R$ 1.757.164,71, oriundos de recursos próprios da Prefeitura de Rio Branco, a obra foi executada pela empresa EDF Construtora Eireli, ao longo de 14 meses. O espaço possui área total de 342,50 m² e conta com setores como laboratório de formulação, salas de processamento, armazenamento de grãos, área de triagem, além de estrutura administrativa e sanitária adequada para garantir qualidade e segurança na produção.


Além do impacto social, a gestão municipal aposta na “vaca mecânica” como ferramenta estratégica para incentivar a cadeia produtiva da soja, beneficiando pequenos produtores rurais e promovendo geração de emprego e renda no campo.

Bocalom também comentou as críticas enfrentadas ao longo dos anos em relação ao projeto. “Por muito tempo houve gozação, descrédito, mas Deus sabe da hora. Hoje estamos mostrando que isso já deveria existir há muito tempo”, declarou.

Mais do que uma obra física, a indústria é vista pela prefeitura como um equipamento público voltado à inovação, eficiência produtiva e uso sustentável de recursos. A iniciativa busca ampliar o acesso a alimentos de qualidade e consolidar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e social de Rio Branco.
