O deputado estadual José Luís Tchê (PDT) falou a respeito da indenização de R$ 22,6 milhões pela desapropriação de 75 hectares de terra, localizada na BR-364, próximo ao Conjunto Habitacional Cidade do Povo, para a construção do novo Parque de Exposições e a sede da Secretaria de Estado de Agricultura.
A aquisição da área é questionada pela conselheira Naluh Gouveia, do Tribunal de Contas do Estado. Ela alega falta de transparência no processo de desapropriação. Hoje (9/4), os conselheiros do TCE confirmaram a decisão de Naluh que mandou suspender os pagamentos até a discussão final do mérito, que deve acontecer nas próximas semanas.
Ao jornalista Luciano Tavares, no Papo Informal, Tchê comentou o caso que envolve a secretária de Estado de Agricultura, Temyllis Silva, que o substituiu no comando da pasta.
“Tudo que é para o produtor rural, principalmente para o pequeno, tem polêmica. E vou explicar porque. O valor bruto da produção é de R$ 5 bilhões. Nós estamos comprando um terreno de R$ 22 milhões. Mas, nós estamos comprando um terreno numa área urbana e que tem o arco metropolitano chegando ali. Pode ser que há alguns meses atrás era R$ 8 milhões, mas só que agora tem o arco metropolitano. Aquela região valorizou muito”, explicou.
Tchê fez uma comparação. Se a terra fosse loteada daria, em média, 2 mil terrenos, incluído áreas verdes e para a construção de praças. Com a venda dos lotes a R$ 30 mil, cada um, daria ao todo R$ 60 milhões. “As pessoas fazem uma conta de hectare. Ali não é mais zona rural, é zona urbana. Então, um hectare, a 250 metros quadrados, você vai fazer 40 terrenos. Se você vender 40 terrenos a R$ 30 mil cada um, da R$ 1,2 milhão. Com essa questão do arco metropolitano com certeza valorizou mais”.
