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POLÍTICA

Senador Marcio Bittar revela no Papo Informal que tentou ajudar Gladson Camelí a se livrar de condenação no STJ

Senador Marcio Bittar revela no Papo Informal que tentou ajudar Gladson Camelí a se livrar de condenação no STJ

O senador Marcio Bittar (PL/AC) revelou durante participação no Papo Informal desta quinta-feira (7), apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, que buscou ajudar o ex-governador Gladson Camelí (PP) a se livrar da condenação imposta pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) na última quarta-feira (6). O parlamentar confessou que conversou com pessoas da relação dele para que analisasse o processo contra Camelí de forma mais “atenta”.

“Eu já ajudei o Gladson e o Gladson já me ajudou (...). Há uma relação, a gente tem uma história. Eu gosto dele. O Gladson poucas vezes precisou de mim pessoalmente, mas nas três vezes que ele precisou de mim, o que estava ao meu alcance, eu fiz para ajudar, enfim, que o Gladson vencesse essa parada. Muitas vezes, você pode ter acesso a alguém que você pode ter a liberdade de pedir a esse alguém que preste mais atenção no processo. Você pode chegar para a pessoa e dizer: ‘rapaz, dá uma olhada melhor nisso e tal. Luciano, se eu disser que ajudei nesse processo judicial, lá vai vir gente dizer... Eu não acho que seja errado, se você tem alguém importante que você tem acesso e que você pode ter a liberdade de chegar para a pessoa e dizer assim: ‘dá uma olhada nisso aqui direitinho. Essa pessoa aqui está argumentando, através de seu advogado, que tem documentos aqui que foram colhidos de forma irregular’. Eu vejo isso como algo humano”, disse Bittar.

Para o senador, um pedido a um amigo, não caracteriza em interferência política a um caso técnico do Judiciário. “Eu acho que o que separa o certo do errado é uma calibragem. Você conversar com alguém e pedir que esse alguém dê uma atenção maior para um determinado assunto, eu não vejo que isso seja uma interferência e tal. Se você tem condições de conversar com alguém em nome de amigo seu, por que você vai negar?”.

E ponderou: “eu gosto do Gladson, ele vai continuar sendo meu amigo, independente da Justiça. Eu respeito a Justiça. É uma decisão grave, não qualquer decisão. Ele tem direito de recorrer, portanto, eu entendo, que independente de ser amigo ou aliado, se a pessoa ainda tem direito de recorrer, vamos aguardar”.