O secretário de Estado de Planejamento, Ricardo Brandão, disse que a meta do governo do Acre é entregar o Estado em dezembro de 2026 saneado. Ele aproveitou para alfinetar, nas entrelinhas, a gestão do então governador Tião Viana (PT) que, ao final da gestão, acabou não pagando o décimo terceiro de servidores.
“Nós temos o compromisso do governo Gladson Cameli, de no dia 31 de dezembro de 2026, entregar o Estado saneado. Não foi da maneira que pegamos. Mas, nós entregaremos o Estado saneado. Essa é uma escolha e uma obrigação legal. Da mesma maneira que vamos entregar o Estado com todas as suas contas pagas, também entregaremos o estado com todos os servidores públicos recebendo todos os seus benefícios. Esse é um compromisso dessa gestão, para que não tenhamos aflições nessa transição de gestão”, ressaltou.
Com relação às emendas parlamentares, ele citou que os deputados detêm um valor de R$ 99.792.871,34, que dividido entre os 24 deputados somam R$ 4.158.036,31.
Ele voltou a citar a gestão petista que em 2018 não havia emendas parlamentares liberadas. Em 2020, segundo ano do primeiro governo de Gladson Camelí, o valor total das emendas parlamentares era de R$ 12 milhões, aumentando para R$ 24 milhões em 2022, saltando para R$ 48 milhões em 2023, chegando a R$ 76.800.000,00, em 2024. Em 2025, o valor das emendas soma R$ 85.222.748,16. Para 2026, a ideia é garantir no Orçamento R$ 99.792.871,34. Os parlamentares querem R$ 24 milhões a mais. Isso chegaria a quase R$ 124 milhões, por ano.
A fala de Ricardo Brandão foi proferida na manhã desta quinta-feira (11/12), durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que discutiu o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026.

