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POLÍTICA

Reajuste do ICMS amplia pressão no bolso de motoristas acreanos em 2026; combustível pago no Estado continua sendo um dos mais caros do país

Reajuste do ICMS amplia pressão no bolso de motoristas acreanos em 2026; combustível pago no Estado continua sendo um dos mais caros do país

Os motoristas acreanos iniciam 2026 sob forte pressão no orçamento. Além do reajuste do ICMS sobre gasolina e diesel que entrou em vigor neste mês, o Acre segue entre os estados com os combustíveis mais caros do Brasil, cenário que amplia o impacto no custo de vida e no transporte no Estado.

A elevação do imposto foi definida pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e aumenta em R$ 0,10 o ICMS por litro da gasolina, que passou de R$ 1,47 para R$ 1,57. No caso do diesel, o acréscimo foi de R$ 0,05, elevando a alíquota de R$ 1,12 para R$ 1,17. Embora o reajuste seja nacional, seus efeitos são mais sentidos em estados onde o preço final já é elevado, como ocorre no Acre.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referentes à última semana de dezembro de 2025, mostram que o litro da gasolina comum no Acre foi vendido, em média, a R$ 7,97, enquanto o diesel alcançou R$ 8,14. Os valores colocam o estado entre os mais caros do país, superando a média nacional e pesando diretamente no bolso dos consumidores.

Especialistas apontam que fatores como a distância dos grandes centros de distribuição, os custos logísticos elevados e a dependência do transporte rodoviário contribuem para que os preços no Acre estejam entre os mais altos. Com o novo reajuste tributário, a tendência é de manutenção desse patamar elevado, sobretudo em regiões mais afastadas da capital.

O aumento ocorre em meio à transição do sistema tributário brasileiro. Apesar da aprovação da Reforma Tributária, o ICMS seguirá sendo cobrado pelos estados durante os próximos anos. Em 2026, tem início a fase de testes do novo modelo, com a implantação gradual do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá, de forma progressiva, tributos como o ICMS e o ISS.

Nesse período experimental, será aplicada uma alíquota simbólica total de 1% sobre a circulação de bens e serviços, dividida entre a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o IBS, de responsabilidade estadual e municipal. Segundo o governo, a medida não deve gerar impacto adicional relevante, servindo apenas para ajustes operacionais do novo sistema.