Durante solenidade realizada na tarde desta quinta-feira, 19, em Rio Branco, o governador Gladson Cameli comentou, de forma direta, a movimentação do PSDB dentro da base governista e a possibilidade de o partido apoiar outro nome na disputa pelo governo em 2026.
Questionado sobre o fato de o PSDB — que integra a base de apoio à pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis — estar em diálogo também com o senador Alan Rick e com o prefeito Tião Bocalom, Cameli afirmou que considera natural a articulação política, mas deixou claro que partidos que optarem por outro caminho deverão assumir as consequências.
“É natural isso. Quem não quer estar no mesmo barco, tem que arrumar trouxa e sair”, declarou o governador, ao ser perguntado se o PSDB perderia cargos no governo caso decidisse apoiar outro pré-candidato ao Palácio Rio Branco.
Apesar do tom firme, Cameli afirmou que manterá o diálogo com a sigla. Segundo ele, o presidente nacional do partido, que esteve recentemente no Acre ao seu lado, não tratou do assunto. “Eu vou dialogar, até porque o presidente nacional que veio aqui comigo não me manifestou nada sobre esse assunto”, explicou.
O chefe do Executivo destacou ainda que é comum, em período pré-eleitoral, que diferentes pré-candidatos busquem alianças para composição de chapas. “É natural que os outros pré-candidatos ao governo procurem os demais partidos para compor as chapas”, pontuou.
Ao defender a organização do seu grupo político, Cameli questionou quem já possui chapa estruturada para as disputas majoritária e proporcional. “Quem é que montou chapa para a majoridade, para deputado federal e para deputado estadual? Quem foi que montou? Quem é que tem candidato, tem chapa formada? Vamos contar todos os partidos”, provocou.
Sobre a expectativa do PSDB em relação ao apoio do governo para formação de chapa federal, o governador foi enfático: “100%. Já estou dando. Eu estou dizendo que vou entrar nas minhas agendas agora de andar todos os municípios do Acre e, ao mesmo tempo, fazer a parte política também, porque é necessário", disse o chefe do Executivo.
