Convite amplia pressão no PL e fortalece nome do gestor na corrida eleitoral
A disputa pelo Governo do Acre ganhou um novo elemento político após o prefeito de Manaus, Davi Almeida (Avante), declarar apoio ao nome do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), e convidá-lo formalmente para disputar o comando do Estado pela sigla. O gesto ocorreu durante agenda em Manaus e integra uma estratégia de fortalecimento partidário na Região Norte.

Davi Almeida, que é pré-candidato ao Governo do Amazonas, vem conduzindo articulações para ampliar o protagonismo do Avante em disputas majoritárias. Ao colocar Bocalom no radar do partido para a corrida estadual acreana, o prefeito manauara sinaliza que a legenda pretende investir em nomes com perfil de gestão e mandato executivo.
Nos bastidores, a avaliação é de que o capital político de Bocalom — à frente da Prefeitura de Rio Branco e da Associação dos Municípios do Acre — pesa a favor de uma eventual candidatura. O Avante enxerga no gestor um quadro com visibilidade administrativa, presença municipalista e capacidade de estruturar palanque competitivo.

O movimento, porém, ocorre em meio a um ambiente de tensão dentro do Partido Liberal no Acre. Embora Bocalom seja filiado ao PL, lideranças da sigla divergem sobre a conveniência de sua entrada na disputa majoritária. Nos bastidores, é recorrente a leitura de que o senador Márcio Bittar não defende que Bocalom saia candidato ao governo, por entender que o partido já trabalha outras composições e prioridades para a eleição estadual.
Essa divergência interna cria um paradoxo político: enquanto recebe estímulo e apoio externo para disputar o governo, o prefeito encontra resistência dentro da própria legenda. O resultado prático é a abertura de uma janela de oportunidade para outras siglas. Além do Avante, outros partidos já estariam flertando com o chefe do Executivo municipal, avaliando a possibilidade de filiação e oferta de estrutura para uma candidatura ao governo.
