O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do Missão, tem defendido uma proposta que promete provocar amplo debate no cenário político nacional. A ideia é criar uma legislação que torne partidos e gestores públicos inelegíveis caso não cumpram metas mínimas de melhoria em áreas essenciais, como Educação, Saúde e Segurança Pública.
Pela proposta, governos passariam a ser avaliados com base em indicadores objetivos de desempenho. Entre os critérios sugeridos estão a alfabetização na idade correta, redução da mortalidade infantil, diminuição do tempo de espera por atendimento no sistema de saúde e queda nas taxas de homicídio.
Caso os resultados não sejam alcançados de forma recorrente, tanto o governante quanto o partido ao qual ele pertence poderiam perder o direito de disputar novas eleições.
Segundo o pré-candidato, o objetivo seria introduzir um modelo de gestão pública baseado em resultados mensuráveis, rompendo com o que ele considera um ciclo histórico da política brasileira marcado por promessas eleitorais que nem sempre se transformam em políticas efetivas.
A proposta surge em um momento em que diversos indicadores sociais no país enfrentam desafios ou apresentam evolução lenta, o que alimenta discussões sobre eficiência administrativa e responsabilidade na condução de políticas públicas.
Na avaliação de apoiadores da ideia, a adoção de metas claras poderia pressionar governos a priorizar resultados concretos, estimulando a busca por melhores profissionais e soluções mais eficientes na administração pública.
Por outro lado, especialistas apontam que o modelo também levanta questionamentos sobre o aumento do poder do Executivo para cumprir metas e sobre a viabilidade jurídica de retirar direitos políticos de gestores e partidos com base em indicadores de desempenho.
Apesar das controvérsias, a proposta já começa a ganhar espaço no debate político pré-eleitoral. Para analistas, iniciativas desse tipo indicam uma tentativa de deslocar a discussão eleitoral para o campo de projetos e políticas públicas, em contraponto ao ambiente de polarização e radicalização que marcou parte do debate político nos últimos anos.
