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POLÍTICA

PL de Matheus Paiva garante prioridade em moradia para mães solo de crianças com deficiência na Capital

PL de Matheus Paiva garante prioridade em moradia para mães solo de crianças com deficiência na Capital

O vereador Matheus Paiva apresentou durante a sessão desta quarta-feira, 8, na Câmara de Rio Branco, um Projeto de Lei que propõe alterações na Lei Municipal nº 2.645/2026, com o objetivo de garantir maior inclusão social no acesso à moradia.

A proposta institui a reserva mínima de 10% das unidades habitacionais para mães solo; chefes de família que tenham sob sua responsabilidade filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou deficiências graves.

De acordo com o texto, além da reserva de percentual, as beneficiárias terão prioridade absoluta nos processos de seleção, recebendo pontuação máxima independentemente de outros critérios de desempate.

O projeto também prevê que, caso o número de candidatas não atinja o percentual estipulado, as unidades remanescentes sejam destinadas a outros grupos prioritários já previstos em lei.

Outro ponto de destaque é a ampliação do alcance da medida. O projeto equipara às mães solo outros responsáveis legais em situação monoparental, como avós, tias ou tutores, desde que comprovem exercer, de forma exclusiva e permanente, os cuidados da pessoa com TEA ou deficiência grave.

Na justificativa, o parlamentar argumenta que a proposta busca transformar uma demanda social em obrigação legal concreta. Segundo ele, muitas dessas mulheres enfrentam o que classifica como “invisibilidade econômica”, já que a dedicação integral aos filhos impede a manutenção de emprego formal, tornando o custo com moradia um desafio ainda maior.

O vereador também destaca que a medida não gera novas despesas ao município, mas organiza a fila de beneficiários dos programas habitacionais, priorizando quem enfrenta maiores vulnerabilidades sociais.

“A casa própria, para essas famílias, representa mais do que um bem material: é condição essencial para garantir estabilidade, tratamento adequado e dignidade”, sustenta.

O projeto segue agora para análise das comissões da Casa antes de ser levado à votação em plenário.