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POLÍTICA

Pesquisa Delta/Notícias da Hora revela cenário desfavorável a Lula e força de Flávio Bolsonaro no Acre

Pesquisa Delta/Notícias da Hora revela cenário desfavorável a Lula e força de Flávio Bolsonaro no Acre

Polarização, rejeição e vantagem consolidada

O levantamento da Delta Agência de Pesquisa, encomendado pelos jornais Notícias da Hora, Folha do Acre e Alerta Cidade, expõe um retrato político marcado por forte polarização, elevada rejeição e ampla vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Luiz Inácio Lula da Silva entre o eleitorado acreano.

Realizada entre os dias 25 e 30 de abril, a pesquisa ouviu 1.006 eleitores nos 22 municípios do estado, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Regional Eleitoral sob o número AC-02978/2026.

O primeiro dado que chama atenção é o elevado índice de indecisos na modalidade espontânea, onde 70,17% dos entrevistados não souberam ou não responderam, evidenciando um eleitorado ainda pouco engajado no debate presidencial. Mesmo assim, Flávio Bolsonaro aparece com 17,99%, praticamente o dobro de Lula, que soma 8,95%. Nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema têm desempenho residual, indicando baixa inserção no Estado.

Quando os nomes são apresentados (cenário estimulado), o quadro se torna mais nítido e revela uma vantagem expressiva de Flávio Bolsonaro, que alcança 56,06% das intenções de voto, contra 22,27% de Lula. A diferença superior a 30 pontos percentuais indica um eleitorado já inclinado, especialmente quando provocado a escolher entre os principais nomes.

No cenário de segundo turno, a tendência se consolida: Flávio Bolsonaro chega a 61,73%, enquanto Lula registra 23,86%. O resultado reforça não apenas a preferência, mas também a dificuldade de reversão do quadro pelo atual presidente no estado, mesmo em uma disputa direta.

A rejeição é outro fator determinante. Lula lidera com ampla folga: 57,06% afirmam que não votariam nele “de jeito nenhum”. Já Flávio Bolsonaro apresenta rejeição bem menor, de 21,57%. Esse desequilíbrio ajuda a explicar o desempenho nos cenários estimulados e de segundo turno, funcionando como uma barreira eleitoral significativa para o petista.

A avaliação do governo federal acompanha essa tendência. Apenas 24,55% aprovam a gestão de Lula, enquanto 58,05% desaprovam. O índice reforça o desgaste do presidente no Acre e dialoga diretamente com sua alta rejeição e baixo desempenho eleitoral.