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POLÍTICA

Obra de unidade de saúde no Polo Geraldo Fleming está abandonada há quase um mês, denuncia Perpétua

Obra de unidade de saúde no Polo Geraldo Fleming está abandonada há quase um mês, denuncia Perpétua

Recurso foi garantido por emenda da ex-deputada Perpétua Almeida, que agora cobra respostas da Prefeitura sobre a paralisação do canteiro de obras.

A zona rural de Rio Branco enfrenta mais um capítulo de descaso na saúde pública. A construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Polo Geraldo Fleming está com os trabalhos paralisados e o canteiro abandonado há quase um mês. A denúncia foi feita pela ex-deputada federal e pré-candidata Perpétua Almeida, autora da emenda parlamentar que destinou R$ 1,2 milhão para viabilizar a unidade de saúde.

Os recursos foram alocados ainda no último mandato da parlamentar, por meio do programa Calha Norte. O projeto tem capacidade para atender entre 6 mil e 7 mil pessoas, cobrindo o Polo Geraldo Fleming, o Polo Hélio Pimenta, as vilas do V e do Incra, além de diversos ramais adjacentes. Apesar de a obra já estar erguida e apresentar um bom padrão estrutural, a equipe de construção abandonou o local há mais de 20 dias, sem dar explicações.

A omissão do poder público municipal agrava a sensação de abandono da comunidade, que tentou buscar respostas na Prefeitura. O presidente da Associação de Moradores, Donizete, confirmou que as autoridades competentes têm conhecimento do fato.

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"A situação já foi passada para o próprio prefeito, para o Alisson e para o secretário Renan, mas nenhum deles deu retorno”, afirmou.

A paralisação dos serviços não é apenas um problema burocrático, pois impacta diretamente a vida das famílias que moram na zona rural e necessitam de atendimento médico. Sem a UBS funcionando perto de casa, os moradores enfrentam uma logística difícil, cara e, na maioria das vezes, frustrante em direção à capital.

"Quem tem transporte vai para o posto de saúde às duas, três horas da manhã para conseguir uma ficha. Quando vai de ônibus, o das seis horas, dificilmente consegue um atendimento. Imagina sair da zona rural de madrugada até chegar à cidade, no posto mais simples, e não conseguir ficha”, acrescentou Donizete.

Diante do cenário, Perpétua busca identificar nos órgãos de controle onde está o problema e qual é a justificativa para a paralisação dos serviços.

"A obra está iniciada, está bonita e é grande, mas a Prefeitura tem a obrigação de terminar o serviço. Quase um mês com os trabalhos parados é inadmissível. Não dá para brincar com o tempo quando as pessoas, de fato, precisam desesperadamente de acesso à saúde", concluiu a ex-deputada.