O médico infectologista e pré-candidato ao governo do Acre, Thor Dantas, fez duras críticas ao bolsonarismo durante participação no podcast Papo Informal, apresentado nesta quinta-feira, 14, pelo jornalista Luciano Tavares. Ao comentar a condução da pandemia da Covid-19 no Brasil e no Acre, Thor afirmou que o negacionismo agravou a crise sanitária e aumentou significativamente o número de mortes.
Segundo ele, a forte presença de apoiadores do ex-presidente no Acre dificultou o enfrentamento da doença. “No Acre, o combate foi comprometido por essa grande quantidade de bolsonaristas e negacionistas dentro de uma crise como essa”, declarou.
Thor afirmou que estudos internacionais mostraram que regiões mais alinhadas ao conservadorismo tiveram maior mortalidade durante a pandemia por menor adesão às medidas sanitárias, como uso de máscaras e vacinação. “Isso aumentou a nossa mortalidade em quatro vezes. Simples assim”.
O médico classificou o bolsonarismo como um movimento político prejudicial tanto para o país quanto para a própria direita brasileira. “O bolsonarismo, infelizmente, é uma mistura perigosa de ignorância com autoritarismo. Isso não dá certo em lugar nenhum”, disparou.
Thor também criticou a troca constante de ministros da Saúde durante o governo Bolsonaro e relembrou a saída do ex-ministro do cargo em meio à pandemia. “O ministro que era respeitado pediu demissão. Foi a gestão que mais rodou ministro da Saúde e terminou num general”, comentou.
Segundo o infectologista, a condução política durante a pandemia prejudicou a logística e a continuidade das ações de enfrentamento à Covid-19. “Caía um ministro, entrava outro, e tudo era interrompido pela ignorância do bolsonarismo”, afirmou.
Thor Dantas ainda avaliou que o movimento liderado por Bolsonaro enfraqueceu a direita brasileira e impediu o surgimento de novas lideranças políticas. “Foi um erro histórico. A direita hoje está sem alternativas e não deixou aparecer nenhuma liderança nova”, disse.
Ao final, o pré-candidato afirmou que a população “cansou de ser governada pela incompetência”, fator que, segundo ele, contribuiu para a vitória do presidente nas eleições seguintes.
