O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, comentou o relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que identificou prejuízo de R$ 4,5 milhões aos cofres públicos na compra de kits do projeto “Aedes do Bem”, realizada pela prefeitura em 2024. O documento foi concluído em setembro do ano passado, mas divulgado oficialmente apenas no dia 6 deste mês.
De acordo com a CGU, a contratação — feita sem licitação com a empresa Estação da Limpeza LTDA. — resultou na perda de cerca de 16 mil kits, além do recebimento de parte dos produtos vencidos ou próximos do vencimento.
Ao falar sobre o caso, Bocalom afirmou que tomou providências imediatas assim que teve conhecimento das irregularidades e determinou o afastamento dos responsáveis. Segundo ele, os fatos também foram encaminhados aos órgãos de controle e de investigação.
“Assim que eu fiquei sabendo do problema, que eu não admito isso, imediatamente exonerei secretário, exonerei diretor, exonerei o que tinha que exonerar e mandei tudo para a Controladoria Geral do Município fazer um relatório. O relatório não era bom e eu imediatamente encaminhei para o Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e para a Controladoria Geral da União”, declarou.
O prefeito disse ainda que não tolera irregularidades dentro da administração municipal e defendeu rigor na conduta dos gestores. “Eu não vou e jamais admitirei que na nossa gestão se façam coisas erradas. Eu sempre disse: protejam o CPF de vocês para proteger o meu. Quem não quiser proteger o CPF dele, não merece continuar na prefeitura”, afirmou.
Bocalom também classificou como correta a conclusão do relatório e atribuiu o problema a falhas administrativas na condução do processo à época da contratação.
“O resultado está aí. Eu acho que está correto, porque o que a gente apurou foi exatamente isso. Houve uma negligência muito grande por parte, na época, da secretaria. Foi exonerado todo mundo. Eu não vou admitir de jeito nenhum que assessores façam coisas erradas dentro da nossa gestão”, completou.
O caso segue sob análise dos órgãos de controle e do Ministério Público.
