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POLÍTICA

“Não estou atrás de cargo nem favor”, diz André Kamai sobre polêmica envolvendo nomeações na Câmara

“Não estou atrás de cargo nem favor”, diz André Kamai sobre polêmica envolvendo nomeações na Câmara

Em meio à crise política instalada na Câmara Municipal de Rio Branco após o bate-boca entre vereadores e o presidente da Casa, Joabe Lira, o vereador André Kamai afirmou, nesta quarta-feira, 13, que não participa de disputas por cargos nem de articulações internas no Legislativo.

O parlamentar rebateu especulações envolvendo seu nome em indicações políticas e declarou que sua prioridade é discutir os problemas enfrentados pela população da Capital.

O petista afirmou que não participa de grupos políticos internos nem disputa espaços por cargos dentro do Legislativo municipal. Segundo ele, a indicação feita para uma nomeação ocorreu após um pedido do próprio presidente da Câmara durante um processo de recomposição administrativa.

“O presidente da Casa, há algumas semanas, falou que estava fazendo uma recomposição e pediu a indicação de uma pessoa. Eu fiz uma indicação para uma nomeação na Casa. Se ele achar que essa pessoa não ajuda, pode exonerar. Não tem problema nenhum”, declarou.

O parlamentar reforçou que sua atuação não está ligada a disputas por cargos ou benefícios políticos. “Eu não estou disputando cargo, não faço parte de nenhum grupo e não tenho compromisso com articulações internas da Câmara. Minha pauta é a cidade de Rio Branco e os problemas da população”, afirmou.

Kamai também comentou sobre os debates envolvendo a composição da Mesa Diretora e disse que prefere tratar do tema apenas após o período eleitoral. “Eu já disse nas reuniões internas que só discuto composição de Mesa depois das eleições. Hoje eu sou minoria aqui. Sou um entre 21 vereadores”, pontuou.

Ao longo da fala, o vereador desviou o foco das discussões políticas internas e defendeu que o Parlamento concentre esforços em problemas considerados urgentes da cidade como transporte coletivo, saúde, infraestrutura e segurança nas escolas.

Segundo ele, o episódio ocorrido recentemente no Instituto São José evidencia problemas sociais mais profundos envolvendo juventude, famílias e ausência de acompanhamento emocional.

“Estamos criando uma geração isolada emocionalmente, conectada às redes sociais sem controle e sem a presença das famílias. Esse é o debate que eu quero fazer aqui”, destacou André.