“Alysson tem tudo para fazer um trabalho melhor do que o atual prefeito”, afirmou o vereador de Rio Branco Zé Lopes (Republicanos) ao comentar o cenário político da capital e a atuação do vice-prefeito Alysson Bestene. A declaração foi dada durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, nesta quinta-feira, 5.
Durante a entrevista, o parlamentar disse que, apesar de não ter uma relação próxima com Alysson Bestene, tem ouvido avaliações positivas de integrantes de partidos que já dialogaram com o vice-prefeito. Segundo ele, o histórico administrativo de Alysson, especialmente na área da saúde, gera expectativa de uma gestão com maior capacidade de diálogo.
“Eu não conheço o Alysson pessoalmente, mas converso com muita gente do PP e de outros partidos que já tiveram contato com ele. Ele traz para mim e para outros vereadores uma esperança de alguém que já atuou na gestão, foi secretário de Saúde e parece ter mais diálogo”, afirmou.
Zé Lopes também comparou o perfil do vice-prefeito com o do atual gestor da capital, Tião Bocalom, sugerindo que uma eventual gestão comandada por Alysson poderia ter uma relação mais aberta com o Legislativo.
“Parece que ele tem um diálogo melhor do que o prefeito, o que também não é muito difícil, vamos falar a verdade”, comentou.
Questionado se poderia integrar uma eventual base política liderada por Alysson Bestene no futuro, o vereador afirmou que prefere manter uma postura de independência na Câmara Municipal de Rio Branco.
“Eu gosto de ser independente. Quando chega um bom projeto na Câmara, eu voto a favor. Quando é algo que não é prioridade da população, eu voto contra e saio de alma lavada”, disse.
O parlamentar também criticou decisões administrativas que, segundo ele, não refletem as necessidades mais urgentes da população, citando como exemplo gastos com eventos e decoração, enquanto problemas básicos persistem em áreas como saúde e abastecimento de água.
“Enquanto tem gente sem água e sem remédio no posto de saúde, não dá para priorizar outras coisas que não são essenciais”, concluiu.
