A preservação da memória e a recuperação de espaços culturais de Rio Branco pautaram o discurso do vereador Samir Bestene na sessão desta quarta-feira, 5, na Câmara Municipal. Em tom de alerta, o parlamentar chamou atenção para o abandono de dois locais simbólicos da capital: o Cacimbão da Capoeira e o Centro Cultural Lídia Ramos.
Ao relembrar um pronunciamento feito ainda em 2021, Bestene voltou a destacar a importância do Cacimbão da Capoeira, reconhecido como patrimônio histórico e cultural do município. O espaço é considerado o primeiro ponto de abastecimento de água da cidade, marco da formação urbana de Rio Branco.
Após visita recente ao local, motivada por pedidos de moradores, o vereador relatou um cenário preocupante. Segundo ele, a área tem sido ocupada por pessoas em situação de rua e apresenta sinais de abandono, com registros de uso de entorpecentes e degradação da estrutura existente.
Bestene ressaltou que o local conta com um quiosque que poderia ser utilizado para fomentar atividades culturais e gerar renda, servindo como ponto de encontro para músicos e artistas da capital. Para o parlamentar, a revitalização do espaço é fundamental não apenas para preservar a história, mas também para devolver dignidade à comunidade.
Ele propôs que a Comissão de Cultura da Casa, da qual faz parte, realize uma visita técnica à Fundação Garibaldi Brasil (FGB) para verificar o andamento do projeto de reforma. Também defendeu articulação com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Seinfra), responsável pelas intervenções estruturais.
Outro ponto enfatizado pelo vereador foi a situação do Centro Cultural Lídia Ramos, localizado na região do bairro Aeroporto Velho. O prédio, que já foi referência cultural e social para cerca de 20 bairros da regional da Baixada, não passa por reforma há mais de uma década.
De acordo com Bestene, o espaço abrigava atividades voltadas à terceira idade, eventos comunitários e ações culturais que movimentavam a região. Uma reforma chegou a ser iniciada, mas foi interrompida antes da conclusão.
Hoje, segundo o parlamentar, o centro cultural apresenta sinais de abandono e também enfrenta problemas relacionados à ocupação irregular do entorno.
O progressista reforçou a necessidade de união entre o Legislativo e o Executivo para garantir a recuperação dos dois espaços. Para ele, revitalizar o Cacimbão da Capoeira e o Centro Cultural Lídia Ramos é investir na história, na cultura e na inclusão social de Rio Branco. “O que está em jogo não é apenas estrutura física, mas a memória da cidade e a oportunidade de devolver esses espaços à população”, pontuou.
