O crescimento da renda domiciliar per capita no Acre em 2025 não foi suficiente para tirar o e Estado das últimas posições do ranking nacional. Com média mensal de R$ 1.392 por morador, o estado passou a ocupar a terceira menor renda do Brasil, conforme dados divulgados na sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Embora o valor represente aumento de 9,5% em relação a 2024 — quando o rendimento médio era de R$ 1.271 — o avanço não acompanhou o ritmo de outros estados, o que fez o Acre perder uma posição no comparativo nacional. No ano passado, o estado figurava como o quarto menor rendimento per capita do país.
O contraste se torna ainda mais evidente quando comparado ao cenário nacional. Em 2025, a média brasileira do rendimento domiciliar per capita foi de R$ 2.316 — cerca de R$ 924 acima do registrado no Acre. Na prática, isso significa que o rendimento médio do acreano corresponde a pouco mais de 60% da média nacional.
O ranking é tradicionalmente liderado por unidades federativas com maior dinamismo econômico e forte presença do setor de serviços e da administração pública federal. Em 2024, por exemplo, o Distrito Federal ocupava o primeiro lugar, com renda média de R$ 4.538, seguido por São Paulo (R$ 2.956) e Rio Grande do Sul (R$ 2.839).
Especialistas apontam que o aumento nominal da renda no Acre pode estar relacionado a reajustes salariais, ampliação de transferências de renda e recuperação gradual de postos de trabalho. No entanto, o dado revela um desafio estrutural: a base econômica do Estado ainda apresenta forte dependência do setor público, baixo nível de industrialização e mercado formal restrito, o que limita a expansão consistente da renda média.
Além disso, o rendimento domiciliar per capita considera a soma dos rendimentos de todos os moradores dividida pelo número de pessoas no domicílio. Em cidades com maior proporção de famílias numerosas e menor renda formal, o valor tende a ser mais pressionado para baixo.
A renda per capita é um dos principais indicadores utilizados para a definição de políticas públicas e para a distribuição de recursos federais, como os repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Também serve de parâmetro para análises sobre desigualdade social, poder de consumo e capacidade de investimento das famílias.
