Os professores e pessoal de apoio da rede municipal de ensino de Rio Branco voltaram a parar mais uma vez. Mais de 58 escolas aderiram à greve nesta quarta-feira (20). O movimento está concentrado em frente à Prefeitura. Eles tentam uma agenda com o prefeito Alysson Bestene. Os trabalhadores defendem 10% de reajuste para sanar as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos.

“Essa nossa luta ela vem desde 2023. Não é uma luta recente para ter os nossos direitos trabalhistas, percentual, garantidos. Nos últimos três anos houve reajuste no piso nacional, mas não é repassado para nós. E aí nós estamos com um percentual de perdas salariais de mais de 26%. Optamos por esse dia de paralisação para fazermos com que o prefeito entendesse isso. Houve uma conversa com a equipe de negociação, mas não avançou. Não cedeu às nossas pautas de reivindicação e aí a categoria resolveu deflagrar a greve a partir de hoje”, disse a professora Rosária Solon, uma das líderes do movimento grevista.

Os servidores defendem o pagamento de 5% do reajuste em julho e 5% em novembro. A proposta da Prefeitura é apenas a concessão do percentual de 5%. Segundo o prefeito Alysson Bestene, essa é a margem que a Prefeitura pode conceder neste momento.

“O prefeito, até agora, não teve a ombridade de sentar para negociar. Ele só envia o seu secretariado, só os seus representantes. Não nos respeitou até hoje. O que nós queremos é sentar com ele”, afirmou Solon.
