..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

POLÍTICA

Mais de 5 mil crianças e adolescentes integram a lista do trabalho infantil no Acre

Mais de 5 mil crianças e adolescentes integram a lista do trabalho infantil no Acre

Um estudo publicado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), aponta que 5.642 crianças e adolescentes, com idades entre 5 a 17 anos, viviam em situação de trabalho infantil no Acre. Os dados levam em consideração a pesquisa PNAD Contínua 2024 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em Rio Branco, foram encontradas 682 crianças e adolescentes nesta condição.

Em todo o país, esse número chega a 1.649.844 de crianças e adolescentes desenvolvendo alguma atividade laboral.

O diagnóstico mostra que o trabalho infantil apresenta dinâmicas distintas no território nacional, exigindo estratégias adaptadas à realidade local. Em estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, a concentração do trabalho infantil é maior nas regiões metropolitanas. Já em estados como Pará e Maranhão, o fenômeno se mostra mais presente no interior, indicando a necessidade de respostas diferenciadas para cada contexto regional.

O levantamento também aponta diferenças significativas entre as capitais brasileiras. Em Roraima, por exemplo, 43,5% do trabalho infantil do estado estava concentrado em Boa Vista. Já no Espírito Santo, a capital Vitória representava apenas 0,9% do total estadual.

Além da produção de inteligência e análises, a Auditoria-Fiscal do Trabalho atua diretamente na proteção de crianças e adolescentes por meio de ações fiscais que identificam, caracterizam tecnicamente e interrompem situações de trabalho infantil, promovendo o afastamento imediato e a garantia de direitos.

O estudo destaca que o enfrentamento ao trabalho infantil exige conhecimento aprofundado sobre suas diferentes formas de manifestação. Segundo a publicação, a diversidade social, econômica e territorial do Brasil faz com que apresente características específicas em cada unidade da federação, tornando fundamental a elaboração de estratégias estaduais e regionais voltadas ao combate dessa prática.