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POLÍTICA

Líder indígena defende protagonismo da iniciativa privada na Amazônia durante encontro em Pucallpa

Líder indígena defende protagonismo da iniciativa privada na Amazônia durante encontro em Pucallpa

O líder indígena Washington Bolivar Diaz, acompanhado de representantes de outras quatro etnias, concedeu entrevista exclusiva ao Notícias da Hora durante um almoço promovido pela empresa Ocho Sur para a delegação do Acre que visita o Peru em missão oficial de integração. O encontro reuniu autoridades e lideranças com o objetivo de fortalecer o comércio e a cooperação entre Brasil e Peru, especialmente nas regiões amazônicas de fronteira.

A comitiva acreana é formada pelo deputado federal José Adriano, pelo deputado estadual Luiz Gonzaga Alves Filho, pelo secretário de Planejamento Ricardo Brandão dos Santos, pelo secretário de Segurança José Américo Gaia, pelo secretário adjunto da Casa Civil Ítalo Medeiros, e pelo secretário de Ciência, Indústria e Tecnologia Assur Banibal Barbary.

Superando o assistencialismo estatal

Em sua fala, Washington Bolivar Diaz destacou que, historicamente, os povos originários da Amazônia peruana ficaram restritos ao modelo assistencialista e paternalista dos governos. Ele ressaltou que, por décadas, a presença da iniciativa privada foi alvo de desconfiança e até de rejeição, mas que esse cenário vem mudando.

“Antes, havia uma satanização da empresa privada, como se fosse uma ameaça. Mas hoje, no século XXI, vemos que é exatamente o contrário. A presença do capital privado tem permitido melhorias que o governo nunca garantiu”, afirmou.

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Impacto direto nas comunidades indígenas

O líder mencionou avanços conquistados graças a parcerias com empresas como a Tosur, que proporcionaram infraestrutura, postos de saúde, estradas, internet e oportunidades educacionais para jovens indígenas. Segundo ele, esses investimentos refletem no acesso a universidades, na formação de profissionais e no fortalecimento das comunidades.

“Não se trata de destruir, mas de renovar. Não podemos viver apenas da pesca ou da caça, precisamos ser inovadores e competitivos em um mundo globalizado. A educação é a chave para que nossos filhos tenham um futuro melhor”, ressaltou.

Defesa da identidade cultural e desenvolvimento sustentável

Diaz enfatizou que a integração da iniciativa privada não significa abrir mão da identidade cultural indígena, mas, ao contrário, empoderar os povos originários para que sejam protagonistas no desenvolvimento sustentável da Amazônia.

“Temos que ser competitivos em produção, agricultura e educação, mas sem perder nossa identidade. Se não tivermos essa visão, sempre ficaremos reféns de ONGs ou de governos passageiros. A empresa privada é fundamental para que possamos avançar com autonomia, conectividade e dignidade”, concluiu.