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POLÍTICA

Jarude defende concessão da água em Rio Branco e critica falta de saneamento: “Sete em cada dez acreanos não têm acesso”

Jarude defende concessão da água em Rio Branco e critica falta de saneamento: “Sete em cada dez acreanos não têm acesso”

O deputado estadual Emerson Jarude (Novo) voltou a defender a concessão dos serviços de abastecimento de água em Rio Branco durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares. Segundo ele, a medida é essencial para garantir investimentos e solucionar problemas históricos de saneamento no estado.

Na entrevista, Jarude afirmou que a Prefeitura não possui recursos suficientes para arcar com os custos necessários para universalizar o serviço. “Tem tudo para fazer uma ótima gestão, mas é preciso ter em mente que a Prefeitura não tem os recursos necessários para tocar o saneamento. Se não fizer a concessão, nós vamos ter problemas constantes”, declarou.

O parlamentar defendeu a adoção de um modelo com participação da iniciativa privada aliado à criação de uma tarifa social para atender a população de baixa renda. De acordo com ele, o valor atualmente gasto com o sistema público poderia ser redirecionado para subsidiar o acesso à água para quem não pode pagar.

“Se a gente faz a concessão e cria a tarifa social, quem não tem condição de pagar a água, a Prefeitura banca. Agora, se não fizer, os investimentos não chegam e a população continua sofrendo com a falta d’água”, explicou.

Jarude também criticou a situação do saneamento básico no Acre, classificando como “vergonhosa”. Segundo ele, mesmo em uma região rica em recursos hídricos, grande parte da população ainda não tem acesso adequado aos serviços. “Hoje, apesar de morarmos na Amazônia, sete em cada dez acreanos não têm acesso ao saneamento básico”, destacou.

O deputado relembrou ainda que essa pauta já vinha sendo defendida desde sua atuação como vereador e durante sua candidatura à Prefeitura de Rio Branco. Para ele, o debate sobre o tema muitas vezes é prejudicado por discursos populistas. “Dizem que o pobre não vai ter acesso à água, mas a pergunta é: ele tem acesso hoje? Muitas vezes precisa comprar caminhão-pipa e se virar como pode”, criticou.