Durante agenda no município de Brasiléia neste fim de semana, o ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, protagonizou um momento de emoção ao reencontrar Dona Maria, de 90 anos, com quem mantém uma amizade que atravessa décadas.
Segundo Bocalom, a relação teve início ainda em 1997, quando visitas simples à casa da idosa eram marcadas por gestos de acolhimento, como o tradicional café e o pão caseiro oferecidos com generosidade. Anos depois, em 2010, um calendário guardado por Dona Maria simbolizou o carinho preservado ao longo do tempo.
“Isso não é sobre política. É sobre conexão, respeito e memória. Tem coisa que o tempo não apaga”, afirmou.
O reencontro, no entanto, também trouxe uma reflexão sensível. Dona Maria enfrenta o Alzheimer, condição que compromete a memória e fez com que ela já não reconheça o ex-prefeito. Ainda assim, Bocalom destacou que o vínculo permanece intacto de sua parte.
“Minha história com Dona Maria não começou ontem, vem desde 1997. Sempre com muito carinho, ela não deixava ninguém sair de sua casa sem um cafezinho ou um pão caseiro. Recebia a mim e a toda a nossa equipe com um coração generoso, daqueles que marcam a vida da gente”, relembrou.
Diante da situação, ele levantou uma questão que, segundo disse, “toca fundo”: como preservar uma amizade tão antiga quando uma das partes já não reconhece a outra. Para ele, a resposta está no sentimento construído ao longo dos anos.
“A amizade verdadeira não depende apenas da memória, mas do amor plantado ao longo do tempo. Mesmo que Dona Maria já não saiba quem somos, nós sabemos quem ela é. E isso basta para continuar retribuindo, com o mesmo carinho, tudo aquilo que um dia recebemos”, concluiu Bocalom.
