O Acre, assim como outros Estados da federação, passa a operar com um fluxo padronizado para registro e realização de atendimentos por meio do Sistema de Atendimento ao Trabalhador (SAT) Remoto, voltado à teleperícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida organiza desde o acesso dos peritos ao sistema até o atendimento final ao segurado nas Agências da Previdência Social (APS), ampliando a digitalização e a eficiência dos serviços.
De acordo com as diretrizes, o acesso ao sistema pelos peritos exige credenciais institucionais do INSS, além da habilitação no perfil específico “SAT_MEDICO_REMOTO”, que deve ser concedido pelo gestor da unidade. Também é obrigatório o uso de VPN e autenticação em dois fatores (2FA), garantindo mais segurança no acesso ao SAT Central.
O fluxo de atendimento nas APS começa com a triagem do usuário, que deve comparecer na data e horário agendados. Nessa etapa, é feita a identificação do segurado, a coleta da assinatura no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para teleavaliação e a emissão de senha para digitalização de documentos.
Em seguida, os documentos pessoais e médicos são digitalizados em formato PDF e anexados ao requerimento principal por meio do sistema PAT. Após essa etapa, o usuário recebe a senha específica para o atendimento de teleperícia.
Antes da consulta, o segurado é orientado a aguardar o chamamento pelo painel e se dirigir à sala de teleperícia. A equipe da APS é responsável por garantir o funcionamento dos equipamentos, como computador, câmera, microfone e conexão à internet, além de realizar checagens entre os atendimentos.
O atendimento pericial é realizado por videoconferência. O perito acessa o menu de atendimento remoto no sistema, seleciona a unidade e chama o usuário. Durante a teleperícia, são conferidos os documentos anexados, feita a identificação visual do segurado e conduzida a avaliação conforme as normas da Perícia Médica Federal.
Ao final, o resultado é registrado no sistema e o usuário recebe orientações sobre como acessar o desfecho do atendimento pelos canais remotos.
Apesar dos avanços, o documento destaca como ponto de atenção a necessidade de atualização constante entre os sistemas SAT Remoto e SAT Local, o que pode ocasionar eventuais atrasos nas operações.
