A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade (SMCCI), destacou nesta sexta-feira, 22, que a greve dos servidores da Educação da capital é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, mas pediu que os manifestantes mantenham o respeito pelo espaço público, especialmente pela Praça da Revolução, no Centro da cidade, onde ocorre a mobilização da categoria.
Segundo a gestão municipal, equipes de limpeza identificaram acúmulo de resíduos durante os atos realizados no local, o que motivou o apelo para que os participantes contribuam com a conservação da praça, considerada um dos principais espaços públicos de Rio Branco.
Após os questionamentos relacionados à sujeira no espaço público, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, reagiu às acusações e afirmou que a categoria realiza diariamente a limpeza da área utilizada pelos manifestantes.
“Então quer dizer que a sujeira somos nós que estamos fazendo? Fique aqui até o final para você ver. Nós estamos fazendo antes e depois. Mesmo não sendo nossa obrigação, nós recolhemos o lixo todos os dias”, declarou a sindicalista durante discussão registrada no local.
Rosana também criticou o que classificou como excesso de cobranças direcionadas aos professores e profissionais da Educação. Segundo ela, a categoria vem acumulando funções além do ensino em sala de aula.
“Todos os problemas sociais acabam sendo atribuídos à educação. O professor hoje é psicólogo, assistente social, policial e ainda é chamado de vagabundo. Quando a sociedade aparece, muitas vezes é apenas para condenar a gente”, afirmou.
A dirigente sindical reforçou, ainda, que o movimento tem orientado os participantes a recolherem o lixo produzido durante os protestos. “Todo dia nós pegamos o saquinho e pedimos para recolher o lixo. Temos esse cuidado”, acrescentou.
