O ex-vice-governador do Acre, Major Rocha, voltou a fazer críticas ao ex-governador Gladson Cameli após a condenação dele pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da Operação Ptolomeu. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rocha afirmou que Cameli pode acumular penas que chegariam a quase 250 anos de prisão e o comparou ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, condenado em diversos processos por corrupção, acumulando uma das maiores penas da história do Judiciário brasileiro.
Rocha relembrou que, segundo ele, já vinha denunciando supostas irregularidades no governo antes mesmo das investigações da Polícia Federal. O ex-vice-governador afirmou que sofreu ataques políticos e críticas de integrantes da gestão e de setores da imprensa após tornar públicas as denúncias.
O ex-vice-governador do Acre também citou a Operação Ptolomeu, destacando que a investigação resultou em buscas realizadas pela Polícia Federal na residência oficial do governador e no Palácio Rio Branco. Segundo ele, a condenação no chamado “caso Murano”, um dos inquéritos ligados à operação, representa apenas o primeiro desdobramento judicial.
“O caso Murano foi apenas um dos nove inquéritos. Só esse já terminou com condenação de quase 26 anos. Ainda existem outros processos em andamento e o caso Colorado já foi recebido pelo STJ”, afirmou.
No vídeo, o major sustenta que o fato de Cameli já ter sido condenado poderá agravar eventuais futuras penas nos demais processos. Ele também declarou que os crimes investigados são semelhantes e serão analisados pelos mesmos ministros que participaram do primeiro julgamento.
Ao final da gravação, Rocha afirmou que, somadas todas as possíveis condenações, Gladson Cameli “pode se tornar o Sérgio Cabral do Acre, ou melhor, o Sérgio Cabral da Amazônia”.
