O deputado estadual Fagner Calegário (União Brasil) afirmou ao Notícias da Hora que ainda não definiu se irá apoiar formalmente a base do governo nas eleições deste ano ou se seguirá uma postura de independência política. Segundo ele, uma conversa com a governadora deve ocorrer nos próximos dias e será decisiva para o seu posicionamento.
Ao analisar o cenário político após o fechamento das chapas, Calegário destacou o fortalecimento do grupo formado a partir da união entre União Brasil e Progressistas, agora denominado União Progressista.
“Passamos a ser União Progressista, que é a junção do União Brasil com o Partido Progressista. A nossa avaliação é de que, de fato, ficou a chapa mais robusta dessa eleição, com 13 deputados com mandato — cinco do Progressistas e oito do União Brasil. Todos disputando a reeleição”, afirmou.
De acordo com o parlamentar, o cenário político atual favorece diretamente o governo, especialmente pelo alinhamento ideológico das siglas.
“No geral, a conjuntura ficou muito favorável para o governo. Os partidos mais voltados à direita têm ampla maioria contemplada. Agora é o momento de ir para a luta e para o trabalho”, pontuou.
Calegário também ressaltou que a aproximação entre União Brasil e Progressistas fortalece ainda mais a governadora, que passa a contar com a maior base política nesta eleição. No entanto, alertou para o aumento da responsabilidade dentro do grupo.
“Nem todos voltarão. A gente sonha com o melhor cenário, mas sou mais conservador nessa análise. Nem todos conseguem se reeleger”, disse.
Críticas à escolha para a Saúde
Questionado sobre a reação política em relação à indicação de Bistene para a Secretaria de Saúde, o deputado adotou um tom respeitoso, mas não deixou de fazer ponderações.
“A caneta é dela, e ela vai usar da forma que achar melhor. Pedi a Deus que lhe dê sabedoria”, afirmou.
Apesar de reconhecer qualidades pessoais do indicado, Calegário destacou que a escolha não gerou entusiasmo entre os parlamentares.
“Não dá para dizer que os deputados saíram felizes. Eu, particularmente, não tenho nada contra o Bistene. Pelo contrário, ele me ajudou muito no início do mandato. Mas talvez pudesse ter sido escolhido um nome que transitasse melhor na classe política ou até alguém da área da saúde”, avaliou.
O deputado também destacou que decisões políticas precisam considerar impacto eleitoral.
“Se estamos pensando em eleição, precisamos olhar para o coletivo — onde agrada mais e desagrada menos. Na minha avaliação, não é o nome que mais agrega”, afirmou, acrescentando que, como a nomeação ainda não foi oficializada, ainda há espaço para ajustes.
Posição indefinida
Sobre seu posicionamento político, Calegário reforçou que mantém uma postura cautelosa e independente, mas admite abertura para diálogo com o governo.
“Todos sabem que eu fui independente. Não fazia parte do governo Gladson. Dei um voto de confiança à governadora e estou aguardando uma agenda para definir isso. Caso contrário, sigo independente”, concluiu.
