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POLÍTICA

Ex-vereador anuncia mobilização com o MST em propriedade rural de Brasiléia e gera reação de pecuaristas

Ex-vereador anuncia mobilização com o MST em propriedade rural de Brasiléia e gera reação de pecuaristas

O ex-vereador do município de Brasiléia, conhecido como Ozildo, utilizou as redes sociais para anunciar a realização de um movimento de organização de famílias em sua propriedade rural, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Segundo o próprio relato, a iniciativa teria como objetivo preparar famílias para futuros projetos de assentamento a serem conduzidos pelo governo federal, por meio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

No vídeo divulgado, Ozildo afirma que atualmente cerca de 250 famílias estão concentradas em acampamentos instalados na área, enquanto aproximadamente 500 estariam inscritas em um cadastro prévio. De acordo com ele, essas famílias passariam por um processo de capacitação e credenciamento para disputar editais que o Incra deve lançar nos próximos 30 dias, voltados à criação de novos projetos de assentamento.

O ex-vereador sustenta que não se trata de invasão de terras nem de ação partidária. Segundo sua versão, as famílias foram convidadas a participar, não há vínculo com partidos políticos e a atuação no local seria apenas de apoio logístico e organizacional. Ele afirma ainda que o MST coordena o processo de capacitação, enquanto sua contribuição teria sido a cessão de cerca de dois hectares da propriedade para a realização das atividades iniciais.

Ozildo também declarou que a legislação atual da reforma agrária não permitiria mais ocupações irregulares e que eventuais áreas destinadas aos assentamentos seriam adquiridas legalmente pelo governo federal, para posterior divisão e destinação a famílias aptas a produzir. “O nosso papel aqui é ajudar, aproximar o poder público dessas famílias que sonham com um pedaço de terra”, disse no pronunciamento.

Reação de pecuaristas

A movimentação, no entanto, provocou forte preocupação entre pecuaristas da região. Produtores rurais que possuem fazendas próximas afirmam que já circulam informações sobre possíveis propriedades que estariam sendo mapeadas como alvos de futuras invasões, o que eles negam aceitar como legítimo.

Os pecuaristas alegam insegurança jurídica e cobram posicionamento claro das autoridades estaduais e federais, especialmente do Incra e dos órgãos de segurança pública, para garantir a integridade das propriedades privadas e evitar conflitos no campo.