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POLÍTICA

“Essa licitação do transporte público de Rio Branco é um escândalo anunciado”, diz Eber Machado

“Essa licitação do transporte público de Rio Branco é um escândalo anunciado”, diz Eber Machado

O vereador Eber Machado (MDB) voltou a tratar da pauta do transporte público de Rio Branco durante a sessão desta quarta-feira, 18, na Câmara Municipal. O parlamentar debateu o processo de licitação e levantou suspeitas sobre a condução do certame.

Em discurso no plenário, o vereador exibiu a imagem de um empresário do setor e questionou a veracidade de declarações sobre supostos prejuízos financeiros. Segundo Eber, a postura do empresário não condiz com a narrativa apresentada.

“Esse sorriso não é de quem teve prejuízo. É o sorriso da corrupção que está entranhada nesse sistema de transporte público em Rio Branco”, afirmou.

O vereador também criticou a ausência de representantes da empresa em debates na Câmara após a renovação contratual e apontou uma possível articulação entre diferentes atores envolvidos no sistema.

“O que está acontecendo entre empresa, sindicato e prefeitura parece uma orquestra afinada. Está tudo combinado, passo a passo”, declarou.

Eber Machado afirmou ainda que solicitou uma análise técnica do edital e que o levantamento identificou ao menos 19 possíveis irregularidades no processo licitatório. Para ele, o documento apresenta falhas graves que podem comprometer a legalidade da concorrência.

“Essa licitação é natimorta. Qualquer cidadão pode impugnar. O que foi apresentado causa indignação”, disse.

O parlamentar também acusou o processo de ter sido estruturado para restringir a participação de outras empresas, favorecendo a continuidade do atual modelo. Segundo ele, o discurso de prejuízo financeiro serviria como estratégia para afastar possíveis concorrentes.

“É um processo preparado. Estão tentando passar a ideia de que o sistema não é viável para impedir que outras empresas participem”, pontuou.

Eber Machado informou que irá acionar órgãos de controle, como o Tribunal de Contas e o Ministério Público, além de pedir maior participação da Comissão de Transporte Público da Câmara nas discussões sobre o edital.

“Estamos falando de um contrato bilionário. Não podemos aceitar esse tipo de situação. Vamos levar essa denúncia aos órgãos competentes”, concluiu.