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POLÍTICA

“Esperamos uma proposta concreta até abril”, diz presidente do Sinteac durante mobilização de servidores da Educação em Rio Branco

“Esperamos uma proposta concreta até abril”, diz presidente do Sinteac durante mobilização de servidores da Educação em Rio Branco

Servidores da Educação de Rio Branco realizaram um ato na manhã desta sexta-feira, 27, em frente à Prefeitura, cobrando avanços nas negociações com a gestão. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre e reuniu professores e demais profissionais da rede pública municipal.

De acordo com a presidente do sindicato, Rosana Nascimento, a categoria acumula uma série de reivindicações que, segundo ela, não são discutidas com o município há três anos. Entre os principais pontos estão a reposição do reajuste do piso do magistério, a reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e a inclusão dos funcionários na lei de gestão democrática.

“Nossa pauta é extensa porque são três anos sem negociar e sem a reposição do reajuste do piso. Também há a necessidade de reformulação do PCCR e a inclusão dos funcionários na lei de gestão democrática, que foi acordada anteriormente e até agora não saiu do papel”, afirmou.

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A dirigente também destacou problemas relacionados à aplicação da Lei 15.318, que trata dos profissionais da educação infantil, além de questionamentos sobre a função de assistentes que atuam diretamente com crianças. Segundo ela, há ainda pendências quanto à carga horária e ao cumprimento da chamada “hora-atividade”.

Outro ponto criticado foi a possibilidade de trabalho aos sábados. “Nós não queremos sábado. Nossa categoria é adoecida emocional e psicologicamente. Trabalhar mais um dia compromete ainda mais o descanso desses profissionais”, disse.

Nascimento informou que a categoria aguarda a apresentação de uma proposta concreta por parte da gestão municipal até o dia 20 de abril, já sob a condução do novo prefeito. “Não queremos mais conversa, queremos receber uma proposta. Já demos um prazo longo e não podemos abrir mão desses valores, mesmo que seja necessário negociar um parcelamento”, reforçou.

Apesar de ainda haver expectativa por diálogo, a sindicalista não descartou a possibilidade de paralisação. “Se não houver proposta, a categoria pode se revoltar ainda mais e decidir por uma greve. Muitos já defendem isso, mas estamos aguardando a posição da nova gestão”, frisou a sindicalista.