A passagem do ministro da Educação pelo Acre foi marcada não apenas por anúncios de investimentos, mas também por um clima de insatisfação dentro da Universidade Federal do Acre. Servidores técnico-administrativos realizaram um ato no prédio da reitoria, nesta quarta-feira, 25, e avançaram no processo de deflagração de greve por tempo indeterminado.
A decisão pela paralisação foi tomada em assembleia recente da categoria, que deliberou pelo indicativo de greve e autorizou o envio de notificação formal à administração superior da universidade. O movimento agora aguarda o cumprimento do prazo legal para oficializar a suspensão das atividades.
Segundo representantes do grupo, a mobilização local acompanha um cenário nacional de insatisfação nas instituições federais de ensino superior. Diversas universidades já teriam aprovado paralisações ou estão em estágio avançado de organização de greve.
Entre as principais pautas apresentadas estão a cobrança pelo cumprimento de acordos firmados com o governo federal e a reestruturação da carreira dos técnicos-administrativos. Os servidores também defendem melhores condições de trabalho e maior valorização profissional.
Outro ponto levantado é a política de terceirizações nas universidades federais. Integrantes do movimento criticam a ampliação desse modelo e fazem ressalvas à atuação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela gestão de hospitais universitários no país. Para o grupo, o formato adotado gera desigualdades salariais e dificuldades na organização interna.
A manifestação coincidiu com a agenda do ministro Camilo Santana no Acre, o que ampliou a visibilidade do ato. Os servidores afirmam que pretendem buscar diálogo direto com o Ministério da Educação para apresentar as demandas da categoria.
Até o momento, o movimento envolve exclusivamente os técnicos-administrativos. A adesão dos docentes ainda depende de deliberação própria. Os organizadores garantem que a mobilização será mantida enquanto não houver avanço concreto nas negociações com o governo federal.
