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POLÍTICA

“Enquanto a cidade afunda, estão brigando por cargos”, dispara Hildegard Pascoal após crise na Câmara de Rio Branco

“Enquanto a cidade afunda, estão brigando por cargos”, dispara Hildegard Pascoal após crise na Câmara de Rio Branco

O vereador Hildegard Pascoal se pronunciou na sessão desta quarta-feira, 13, na Câmara de Rio Branco, após o clima de tensão e bate-boca envolvendo o presidente da Casa, Joabe Lira, e outros parlamentares durante a sessão da última terça-feira, 12.

Hildegard afirmou que não considerou “de bom tom” as discussões envolvendo cargos políticos e disse que, em tese, quem teria legitimidade para questionar a situação seria ele próprio, já que assumiu a vaga deixada pelo irmão, João Paulo, atualmente licenciado do cargo para atuar na prefeitura.

“Estava uma briga danada por conta desses dois cargos aí. Se for avaliar pelo lado correto, essas duas exceções teriam que ser do senhor, né? Em tese, quem era para estar reclamando sobre esses cargos seria eu”, declarou.

O parlamentar afirmou que não participou das discussões internas e disse ter se sentido ofendido com a condução do episódio. Segundo ele, o foco dos vereadores deveria estar nos problemas enfrentados pela população de Rio Branco.

“Eu me senti até mesmo ofendido pela forma que fizeram isso. Ao invés de estarem preocupados com a bomba que está dentro de Rio Branco, com todos os problemas que existem, estão preocupados com cargos”, criticou.

Pascoal também lamentou a situação estrutural da Capital acreana e afirmou que a cidade vive um cenário crítico, marcado por ruas deterioradas e esgoto a céu aberto.

“Como é que está a cidade? Tem lugares em que as pessoas não conseguem nem sair de casa. Hoje eu volto para o meu mandato e vejo uma cidade destroçada, com cenas terríveis, esgoto a céu aberto e por aí vai”, afirmou.

O vereador ainda fez uma autocrítica em relação ao período em que integrou a base de apoio da gestão anterior na Câmara Municipal. Segundo ele, houve confiança de que os problemas seriam solucionados, mas isso não aconteceu.

“Eu me arrependo amargamente de ter sido base. Peço até perdão aos meus eleitores de Boca do Acre, porque nós confiamos que os problemas seriam resolvidos”, declarou.

Apesar das críticas, Hildegard ressaltou que respeita os colegas parlamentares, mas considerou desnecessária a exposição pública do conflito político.

“Esse tipo de confusão deveria ser resolvido em sala de reunião entre os vereadores. Quem seria o cara para brigar sobre isso seria eu, e vocês não estão me vendo fazendo isso. Estou nas ruas trabalhando ", finalizou.