O senador Márcio Bittar (PL) confirmou durante a inauguração do elevado Mamédio Bittar, nesta sexta-feira, 20, que atuou diretamente para que o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, assumisse o controle do PSDB no Acre e, ao ser questionado sobre a aparente contradição política, respondeu de forma direta: “E por que não?”, sinalizando uma estratégia pragmática em meio à reorganização do cenário eleitoral no Estado.
A movimentação ocorre após Bocalom enfrentar dificuldades para viabilizar sua candidatura ao governo pelo PL, legenda à qual é filiado atualmente. Diante desse impasse, o prefeito buscou alternativa no PSDB, partido tradicional que pode oferecer estrutura e tempo de televisão para uma disputa majoritária.
O apoio de Bittar, no entanto, chama atenção por um fator político relevante: o senador integra o grupo que sustenta a pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do Acre. Em tese, Bocalom desponta como potencial adversário direto de Mailza nas eleições de 2026.
Nos bastidores, a declaração de Bittar alimentou especulações sobre a existência de um possível “plano B” dentro da base governista, indicando que diferentes caminhos podem estar sendo construídos simultaneamente para a sucessão estadual.
