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POLÍTICA

“É difícil competir com partidos que têm bilhões; o Novo tem muito menos”, diz Jarude sobre cenário eleitoral

“É difícil competir com partidos que têm bilhões; o Novo tem muito menos”, diz Jarude sobre cenário eleitoral

O deputado estadual Emerson Jarude (Novo) avaliou as dificuldades enfrentadas por partidos menores no atual cenário político brasileiro durante participação no podcast Papo Informal, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, nesta quinta-feira, 26.

Ao comentar a estrutura partidária no país, Jarude destacou que as recentes reformas eleitorais têm concentrado ainda mais força em grandes siglas, o que amplia a desigualdade nas disputas. “A dinâmica da eleição está caminhando para fortalecer poucos partidos, e de maneira muito forte”, afirmou.

O parlamentar citou como exemplo o volume de recursos disponíveis para grandes legendas, em contraste com partidos menores. “Você tem partidos com mais de R$ 1 bilhão de fundo, enquanto o Novo tem cerca de R$ 60 a R$ 70 milhões. É difícil competir e formar chapa nessas condições”, disse.

Jarude também ressaltou os desafios de construir candidaturas em um ambiente cada vez mais restritivo, especialmente para jovens interessados em ingressar na política. Segundo ele, há uma percepção de diminuição no número de candidatos nas eleições. “Existe uma escassez de candidaturas. Cada vez mais as pessoas têm dificuldade de entrar na política”, pontuou.

O deputado defendeu mudanças no sistema eleitoral, como a possibilidade de candidaturas avulsas — sem vínculo partidário — e a adoção de um modelo que privilegie os candidatos mais votados.

“Defendo as candidaturas avulsas. Isso pode fortalecer os partidos, porque eles vão precisar ser mais atrativos para conquistar filiados”, argumentou.

Jarude também criticou o atual modelo proporcional, afirmando que candidatos com votações expressivas acabam ficando de fora, enquanto outros são eleitos pelo desempenho da legenda. Para ele, isso gera frustração e afasta potenciais novos nomes da política.

Apesar das dificuldades, o parlamentar afirmou que pretende seguir atuando dentro das condições existentes. “É um desafio posto, e a gente vai buscar fazer o melhor trabalho possível dentro dessa realidade”, pontuou.