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POLÍTICA

Com bolo e cartaz, equipe do Hospital de Feijó marca um ano de unidade provisória que deveria durar seis meses

Com bolo e cartaz, equipe do Hospital de Feijó marca um ano de unidade provisória que deveria durar seis meses

Profissionais do Hospital Geral de Feijó, no interior do Acre, realizaram nesta sexta-feira, 20, um protesto silencioso para marcar um ano de funcionamento da estrutura provisória montada para atender a população. Com direito a bolo de “aniversário” e cartaz de cobrança, o ato simbólico chamou a atenção para o atraso na entrega do prédio definitivo, cuja reforma e ampliação ainda não foram concluídas.

A unidade temporária começou a operar em meados de 2024 como medida emergencial, após problemas estruturais no prédio principal. À época, o governo do Estado informou que o espaço provisório funcionaria por cerca de seis meses, prazo considerado suficiente para a finalização das intervenções. No entanto, passado um ano, os atendimentos continuam sendo realizados na estrutura adaptada.

A montagem da solução emergencial ocorreu por meio da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). A previsão inicial apontava que a unidade definitiva estaria pronta até maio de 2025. Com o cronograma não cumprido, profissionais relatam dificuldades estruturais e cobram mais celeridade na conclusão das obras.

Durante o protesto, servidores destacaram que a manifestação foi pacífica e teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para a necessidade de garantir melhores condições de trabalho e atendimento à população. Segundo eles, a permanência prolongada no espaço provisório impacta a rotina hospitalar e gera insegurança quanto à qualidade da assistência prestada.

Em nota anterior, o governo do Estado informou que a obra do hospital está em fase final e que o primeiro bloco revitalizado deve ser entregue até abril deste ano, com melhorias na climatização, na parte elétrica e na aquisição de novos equipamentos. O investimento anunciado ultrapassa R$ 5 milhões. A gestão estadual sustenta que, após concluída, a reforma ampliará a capacidade de atendimento e modernizará os serviços para mais de 30 mil moradores da regional.

Enquanto aguardam a entrega definitiva, trabalhadores e usuários seguem na expectativa de que o “provisório” não complete um segundo aniversário.