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POLÍTICA

Com a debandada de deputados da base, Edvaldo brinca e diz que oposição é maior na Aleac e culpa falcões do governo pela falta de articulação

Com a debandada de deputados da base, Edvaldo brinca e diz que oposição é maior na Aleac e culpa falcões do governo pela falta de articulação

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), ressaltou que a oposição hoje na Aleac é maior de que quando do início do segundo mandato de Gladson Camelí, em 2023. A fala dele foi proferida durante a sessão desta quarta-feira (18/3). Segundo ele, o governo cometeu erros básicos no trato com a base governista, expondo os deputados em assuntos confrontantes com suas bases.

“A oposição aqui hoje é maioria. Quem diria? Na contagem de agora, a oposição é maioria. Estou contando o Gene em função do posicionamento do seu irmão, prefeito Gerlen e do comportamento do governo com relação ao próprio Gene. O Gene recebeu as retaliações por conta das decisões do irmão. Nem essa diferença os falcões do governo conseguem fazer. É tudo igual. E na política, se você não tratar cada um, como cada um, comete um erro de colocar um sinal de igualdade, como se a política fosse matemática. E ela é uma ciência que não é exata”, explicou.

Em outro trecho, Magalhães reforçou que “o governo assumiu o segundo mandato com uma base empanzinada, enorme. E os tratou aqui, em vários momentos delicados, expondo a própria base de forma desnecessária, colocando deputados a assumirem posições contra as suas próprias bases e suas próprias convicções”.

Ele culpou a falta de articulação política para os frutos que o governo colhe esta semana, com a debandada da base governista, diante da possibilidade de os deputados não serem reeleitos por conta da formação de uma ‘chapa da morte’

“Que tratamento político é esse? Sabe do que se trata, deputado Eduardo Ribeiro, são os falcões que nunca tiveram um voto, como o chefe da Casa Civil. Nunca experimentaram a dificuldade de juntar um grupo e disputar uma eleição. Não, eles têm que dar ordem”, ressaltou.

Ele lembrou que na extinta Frente Popular do Acre (FPA) o tratamento dado aos deputados era bem diferente da atualidade. “Eu fui líder de governo durante oito anos. E é muito difícil ser líder de governo, porque você vira cuidador de deputado. Cuidar de gente é muito difícil, mas de deputado é mais complicado. E quando chegava nestes tempos, a gente tinha um cardápio de chapas para oferecer a nossa base, porque tínhamos compromisso de apontar para a nossa base possibilidade reais de reeleição, porque eles tinham se sacrificados em todo o tempo. Este governo não tem alternativa para a sua base. A alternativa que ofereceram anteontem foi o brete. Vem todo mundo aqui para o brete: quem escapar da maquininha de matar mandatos... Por isso me solidarizo com os deputados que buscam a sobrevivência”.