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POLÍTICA

Clima esquenta na Câmara de Rio Branco: vereador fala em impeachment após embate com presidente Joabe Lira

Clima esquenta na Câmara de Rio Branco: vereador fala em impeachment após embate com presidente Joabe Lira

Uma reunião interna realizada na terça-feira, 24, terminou em tensão entre vereadores de Rio Branco. O encontro, que deveria tratar de pautas administrativas e projeções orçamentárias, acabou marcado por desentendimentos envolvendo o presidente da Casa, vereador Joabe Lira (UB), e parlamentares da base, entre eles João Paulo (Podemos).

Segundo o vereador Fábio Araújo (MDB), o clima ficou “acalorado”, mas o episódio seria fruto de um “desentendimento normal dentro das discussões internas”. Ainda assim, a situação gerou repercussão nos bastidores e abriu espaço para especulações sobre um possível pedido de impeachment contra o presidente da Casa.

“Fala infeliz”, diz Fábio

De acordo com Fábio Araújo, o desconforto começou quando Joabe Lira afirmou, durante a reunião, que os vereadores não teriam contribuído para os ajustes financeiros realizados no ano passado.

“Infelizmente, foi uma fala infeliz. Ele desconsiderou que os vereadores contribuíram com os cortes que tivemos que fazer no ano passado. Depois ele se retratou, mas naquele momento o clima já tinha esquentado”, relatou.

Fábio foi enfático ao rebater a declaração. “Cada vereador abriu mão, em média, de R$ 100 mil a R$ 150 mil em benefícios para ajudar a mesa diretora a fechar o orçamento de 2025. Então, não tem como escutar uma frase dessa do presidente”, afirmou.

Durante o momento mais tenso da reunião, o vereador João Paulo teria mencionado a possibilidade de pedir o impeachment de Joabe Lira. Segundo Fábio, a fala ocorreu em meio ao “aquecimento dos ânimos” e deve ser reavaliada.

“Ele comentou que poderia pedir até o impeachment. Mas a gente considera que foi naquele momento aquecido. Acredito que vamos sentar novamente, colocar os pingos nos ‘is’ e ele deve recuar dessa proposta”, ponderou.

Apesar disso, o tema chegou a ser ventilado internamente e deve ser discutido no bloco partidário ao qual João Paulo pertence.

Outro ponto de tensão envolve o orçamento da Câmara. Segundo Fábio Araújo, o orçamento do ano passado foi de R$ 65 milhões. Para 2026, a projeção inicial indicava R$ 63 milhões, mas, após emenda na Lei Orçamentária, o valor foi ajustado para R$ 67 milhões e, com as correções anuais, pode chegar a R$ 71 milhões.

“O orçamento está bom. Garante o funcionamento normal da Casa e permite atender demandas como o retorno das viagens e ajustes administrativos. Agora cabe à mesa diretora reunir os vereadores e apresentar com transparência essas projeções”, disse.

Entre as prioridades estão adequações para a nova sede do Legislativo, que está em fase final, além da reorganização de contratos e serviços.

Apesar do desgaste, Fábio Araújo acredita que a situação será contornada nos próximos dias. “Já já a gente vai sentar novamente. Foi um momento de tensão, mas faz parte do debate político.”