“Cidadão tem que aguardar meses ou até ano para conseguir um agendamento”, diz parte do relatório feito pelo órgão federal
O estado do Acre aparece na lista de unidades da federação em que o tempo médio entre o agendamento e a realização da perícia médica, para concessão de benefícios por parte do INSS (Instituto Nacional da Seguridade Social), é considerada inadequado.
Além do Acre, lideram o ranking os estados de Goiás (GO), Alagoas (AL), Amapá (AP), Ceará (CE), Paraíba (PB), Rio de Janeiro (RJ) e Santa Catarina (SC).
Os dados fazem parte de um levantamento feito pela Controladoria Geral da União (CGU). O órgão recomendou ao INSS que faça adequações até março deste ano para corrigir uma série de falhas no atendimento presencial de beneficiários em todo o Brasil.
“Foram evidenciadas fragilidades nesse modelo de atendimento, especialmente quanto à organização dos processos de trabalho; à lentidão e à instabilidade dos sistemas utilizados; à estrutura física de algumas APS; à comunicação entre ACT e o INSS; e à capacitação dos agentes”, destaca a CGU.
Ainda de acordo com o relatório, todos os atendentes e os assistentes sociais apontaram que “o tempo é inadequado, pois o cidadão tem que aguardar meses ou até ano para conseguir um agendamento’”.
