O custo da cesta básica voltou a subir em todas as Capitais brasileiras pelo segundo mês consecutivo, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 11, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, os maiores valores registrados em abril foram nas cidades de São Paulo, onde a cesta chegou a R$ 906,14, seguida de Cuiabá, com R$ 880,06, e Rio de Janeiro, com R$ 879,03.
Na outra ponta, as Capitais com os menores custos foram Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24) e Maceió (R$ 652,94).
O levantamento também aponta que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.612,49 em abril. O valor corresponde a 4,70 vezes o salário mínimo atual, fixado em R$ 1.621,00.
Segundo o DIEESE, o cálculo leva em consideração a previsão da Constituição Federal, que determina que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, vestuário, higiene, lazer e previdência.
A estimativa é feita mensalmente com base no custo da cesta básica mais cara do país e considera o consumo de uma família formada por dois adultos e duas crianças, sendo que as crianças equivalem ao consumo de um adulto.
