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POLÍTICA

Câmara de Rio Branco aprova por unanimidade projeto de Leôncio Castro que regulamenta moto aplicativos na Capital

Câmara de Rio Branco aprova por unanimidade projeto de Leôncio Castro que regulamenta moto aplicativos na Capital

A Câmara de Rio Branco aprovou por unanimidade, na sessão desta quarta-feira, 11, o Projeto de Lei de autoria do vereador Leôncio Castro (PSDB) que regulamenta o serviço de transporte individual privado de passageiros por motocicletas intermediado por aplicativos ou outras tecnologias digitais no município.

A proposta estabelece regras específicas para o funcionamento da modalidade conhecida como “moto aplicativo”, definindo direitos, deveres e critérios tanto para condutores quanto para plataformas digitais que operam o serviço na Capital.

Entre os principais pontos do projeto, está a exigência de que os condutores possuam Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria “A” com a observação de atividade remunerada (EAR), idade mínima de 21 anos, certidão negativa de antecedentes criminais e curso especializado conforme as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Também será necessário obter credenciais de transporte e de tráfego, que deverão ser renovadas anualmente junto ao órgão municipal competente.

A legislação também estabelece requisitos para as motocicletas utilizadas no serviço, como registro e licenciamento em Rio Branco, limite de até oito anos de fabricação e adequação às normas de segurança, incluindo o uso de capacete, colete e faixas refletivas.

O condutor deverá fornecer ao passageiro, sem custo adicional, capacete e demais itens obrigatórios de proteção.

Outro ponto previsto no projeto é a regulamentação das plataformas digitais, que deverão se registrar junto à Prefeitura e oferecer seguro de acidentes pessoais para passageiros e condutores. As empresas também deverão garantir que apenas profissionais e veículos em conformidade com a lei estejam cadastrados.

O texto ainda prevê a possibilidade de os moto aplicativos se formalizarem como Microempreendedores Individuais (MEI) e se organizarem em associações representativas, além de abrir espaço para programas de incentivo e fiscalização por parte do poder público municipal.

“O sentimento é de dever cumprido. Um ano depois o projeto veio para a Ordem do Dia e foi aprovado por unanimidade. Esses trabalhadores foram perseguidos durante muito tempo e agora, após a sanção da Prefeitura, poderão trabalhar com tranquilidade, amparados pela lei”, afirmou o parlamentar.

O parlamentar também demonstrou confiança na sanção do texto pelo Executivo municipal. Segundo ele, caso haja veto, a Câmara poderá analisá-lo novamente.

“Se porventura não houver sanção, como aprovamos por unanimidade, nós podemos derrubar o veto e o projeto será promulgado”, declarou. Agora, o PL segue para análise e sanção do prefeito de Rio Branco para que a nova legislação entre oficialmente em vigor.