O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, anunciou na manhã desta sexta-feira, 13,um pacote de investimentos de R$ 51,5 milhões para o sistema de abastecimento e saneamento da Capital. Os recursos são provenientes da arrecadação e de verbas próprias do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (SAERB), marcando, segundo a gestão, a primeira vez em 28 anos que a autarquia investe valores dessa magnitude com base na própria receita.
O anúncio foi feito durante reunião na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, com a presença do diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira. O plano prevê a construção e ampliação de reservatórios, setorização da rede e melhorias na estrutura de produção e distribuição de água.
Durante a coletiva, o prefeito destacou que os investimentos são resultado de medidas de economia e reorganização administrativa. “Graças a Deus, quando você cuida bem do dinheiro, quando você não só cobra, mas também gasta bem, o resultado aparece. Só na compra de produto químico houve economia em torno de 11 milhões. Também economizamos muito com energia, com as bombas novas que foram instaladas”, afirmou.

Bocalom disse que o sistema foi retirado de uma situação crítica e que agora começa a ter capacidade de investir. “O Saerb nunca teve dinheiro para investimento. Agora começa a ter. Isso é fruto de gestão. O dinheiro não é meu, é de todos nós. Quando se cuida bem do recurso público, ele rende e volta em benefício para a população”, declarou.
O prefeito também ressaltou o avanço nos indicadores de esgotamento sanitário e na capacidade de reservação de água. “Saímos de cerca de 2,5% de tratamento de esgoto para 17% e a previsão é chegar a mais de 50% até o fim do ano. Vamos construir novos reservatórios e ampliar em mais de cinco horas a capacidade de reserva. Quando uma bomba para, se não tem reservação, falta água. O objetivo é evitar isso”, explicou.
Já o diretor-presidente do Saerb afirmou que a autarquia operava com estrutura precária e que a prioridade inicial foi evitar o colapso do sistema. “Nossa primeira missão foi não deixar o sistema parar. Mantivemos o abastecimento mesmo com muitas deficiências. Agora conseguimos anunciar um investimento histórico, com parte relevante vinda da arrecadação própria, algo que nunca ocorreu”, disse.
Segundo ele, a ampliação da reservação deve crescer mais de 50%, reduzindo o risco de desabastecimento quando houver manutenção ou falhas em equipamentos. A execução das obras deve ocorrer entre 2026 e 2027.
