Horas após ser condenado a 25 anos de reclusão e indenização de R$ 11 milhões no caso que ficou conhecido como Murano, o ex-governador Gladson Camelí passou a ser réu em uma nova ação, também no âmbito da Operação Ptolomeu, deflagrada em 2021. Em mais um, dos oito inquéritos da Polícia Federal, foi apontado o uso das empresas Colorado, CZS, Atlas, Aquiri, Serven, EAS e Rotina para lavagem de dinheiro em benefício do então governador do Acre.
Consta na denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que a suposta organização criminosa denunciada era “composta em tese pelos núcleos políticos, familiar, empresarial e operacional e funcionaria com o objetivo de viabilizar o possível desvio de grandes soma de recursos públicos por meio da suposta prática dos delitos de peculato, corrupção ativa, passiva, fraude a licitação e lavagem de dinheiro. Segundo apontado pela Polícia Federal, o acusado Gladson seria o suposto chefe dessa organização criminosa”, disse Nancy.
Neste sentido, os ministros do STJ acompanharam o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, para tornar Gladson réu mais uma vez e também renovaram as medidas cautelares contra o ex-governador.
“Em juízo sumário de cognição, constata-se em tese que o governador Gladson por interpostas pessoas e agindo com dolo específico e em unidade de desígnios com codenunciados desviou recursos oriundos do Contrato 67/2021. Fortes nessas razões, eu voto pelo recebimento da denúncia no crime tipificado no artigo 312, segunda parte, culminado com o 327”, ressaltou a ministra.
