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POLÍTICA

Apoio ao homem do campo vira trunfo político de Bocalom em visita à maior plantação de banana do Acre

Apoio ao homem do campo vira trunfo político de Bocalom em visita à maior plantação de banana do Acre

Durante visita realizada na manhã desta quarta-feira, 28, a uma área de produção agrícola no Ramal Baixa Verde, a 35 quilômetros de Rio Branco, na estrada que dá acesso ao município amazonense de Boca do Acre — onde funciona uma das maiores plantações de banana da região, com mais de 100 mil pés do fruto —, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), fez um discurso que ultrapassou o caráter institucional e assumiu contornos claros de posicionamento político.

No local, pertencente ao produtor rural Raul Gonçalves, conhecido como o “Rei da Banana”, o chefe do Executivo municipal chamou a atenção para a necessidade de maior apoio do poder público ao setor produtivo, defendendo que o governo deve priorizar políticas voltadas ao fortalecimento da produção rural.

A fala reforça uma estratégia já conhecida do gestor e sinaliza, de forma explícita, que o incentivo massivo ao homem do campo deverá ser um dos principais eixos de sua futura campanha majoritária. Trata-se da continuidade de um discurso que Bocalom carrega desde suas primeiras disputas eleitorais: produzir para empregar, gerar renda no campo e movimentar a economia urbana a partir da base produtiva rural.

Ao usar o exemplo do Baixa Verde, o prefeito buscou materializar sua narrativa política com resultados concretos. Segundo ele, a recuperação dos ramais a partir de 2022 foi decisiva para atrair investidores, ampliar a produção e consolidar atividades como o cultivo de banana, café e a pecuária leiteira. “Quando você tem o principal, que é o ramal, e depois tem exemplos que mostram que produzir dá dinheiro, não tem conversa, o pessoal vai atrás”, afirmou.

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A análise política do discurso revela um movimento calculado. Bocalom associa a infraestrutura básica — como estradas vicinais trafegáveis o ano inteiro — a um modelo de desenvolvimento que ele próprio reivindica como marca de suas gestões, especialmente em Acrelândia.

Ao comparar o desempenho agrícola daquele município com Rio Branco, o prefeito critica, ainda que de forma indireta, a ausência histórica de políticas públicas voltadas ao campo por parte de governos anteriores, tanto estaduais quanto municipais.

Ao afirmar que “até quem me criticava no passado hoje está dentro do projeto produzir para empregar”, Bocalom sugere que seu projeto ultrapassa barreiras partidárias e ideológicas, ampliando seu capital político no interior do Estado.

No campo eleitoral, o prefeito também deixou claro que se mantém confortável no cargo atual, destacando a quantidade de obras que ainda pretende entregar até o fim do mandato. Essa postura transmite a imagem de alguém que não estaria “desesperado” por alianças imediatas, reforçando a estratégia de deixar definições partidárias para a reta final do processo eleitoral.