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POLÍTICA

Ao entrar na base de Mailza, Calegário alerta: “quem vai dizer se há interesse na minha permanência é o governo”

Ao entrar na base de Mailza, Calegário alerta: “quem vai dizer se há interesse na minha permanência é o governo”

O deputado estadual Fagner Calegário participou do podcast Conversa Franca nesta quarta-feira e abordou temas que vão desde projetos de lei voltados à proteção das mulheres e ao autismo até sua atuação política e posição dentro da base do governo estadual.

Durante a entrevista, Calegário destacou que sua entrada na base governista ocorreu por meio de um “voto de confiança”, sem qualquer tipo de negociação prévia. Segundo ele, a decisão foi pautada na expectativa de contribuir com a gestão, mas ressaltou que sua permanência dependerá do alinhamento político e administrativo ao longo do tempo.

“Eu dei um voto de confiança. Cheguei dizendo que estava entregando uma folha em branco, porque não sentamos para negociar absolutamente nada. Agora, quem vai dizer se há interesse na minha permanência na base é o governo. Eu não tenho como chegar na casa de alguém sem ser convidado”, afirmou.

O parlamentar reforçou ainda que não atua de forma automática dentro da base e que mantém independência em suas posições. Ele destacou que o governo recém-iniciado ainda está em fase de organização e que aguarda os próximos passos da gestão.

“A permanência na base não depende exclusivamente de calendário político. Eu não faço parte de bancada que apenas segue. Estamos dando tempo para que a equipe se organize e possamos alinhar expectativas, sempre esperando que o governo acerte mais do que erre”, pontuou.

Críticas à mudança na Secretaria da Mulher

Em outro momento da entrevista, o deputado comentou a nomeação da defensora pública Simone Santiago para a Secretaria de Estado da Mulher, após a saída de Márdia El-Shawwa. A nomeação ganhou repercussão por envolver também o chefe de gabinete do governo, Douglas Jonathan Santiago, marido da nova secretária.

Calegário reconheceu a capacidade técnica dos envolvidos, mas fez ponderações sobre o impacto político da decisão.

“É algo muito evidente. Tenho respeito pelos dois, foram meus professores, mas o trabalho da doutora Márdia era incontestável. Era uma das secretarias que mais entregava resultados, não havia necessidade de mudança”, disse.

O parlamentar destacou ainda os investimentos realizados por meio de suas emendas parlamentares na pasta, incluindo recursos para reestruturação do Centro de Atendimento Especializado à Mulher (CEAM) em Sena Madureira e ações de combate à violência doméstica.

“Quando a gente fala em resultado, essa era uma secretaria que funcionava. O que está parecendo para a opinião pública é que a motivação pode ter sido pessoal. E isso não sou eu que estou dizendo, é o que está sendo comentado”, afirmou.

Apesar das críticas, o deputado evitou fazer julgamentos diretos, ressaltando que caberá à opinião pública avaliar a decisão.