O vereador de Rio Branco, presidente do PT no Acre e pré-candidato a deputado federal, André Kamai, afirmou nesta quinta-feira, 28, durante participação no podcast “Papo Informal”, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, que continuará fazendo oposição à gestão do prefeito Alysson Bestene, apesar de reconhecer uma relação mais “civilizada” com a atual administração em comparação ao ex-prefeito Tião Bocalom.
Kamai negou que a oposição na Câmara esteja dando uma “trégua” ao prefeito. Segundo ele, desde o início da gestão deixou claro que permaneceria fora da base aliada da prefeitura. “Eu falei para ele que continuaria na oposição, que não haveria ambiente de diálogo com relação a ir para a base”, declarou.
O parlamentar disse ainda que chegou a pedir ao prefeito uma mudança de postura administrativa, priorizando investimentos nos bairros da capital. “Eu pedi a ele que tirasse essa agenda da prefeitura, que faz obras populistas e eleitoreiras no centro da cidade, e levasse a prefeitura para os bairros, para a vida cotidiana das pessoas”, afirmou.
Kamai também criticou problemas enfrentados pela educação municipal e relembrou o incêndio de um ônibus do transporte coletivo ocorrido recentemente em Rio Branco. Para o vereador, os episódios mostram que a atual gestão mantém práticas semelhantes às da administração anterior.
“Não existe essa história de governo Bocalom e governo Alysson. É a mesma gestão, eles foram eleitos juntos. Ele tem responsabilidade e vai ter que encarar as questões”, disse.
Apesar das críticas, o presidente do PT reconheceu que há mais diálogo institucional com a equipe do atual prefeito. “A relação do Bocalom era uma relação mais autoritária. Hoje você já tem pelo menos a presença de assessores do Alysson na Câmara dialogando, apresentando questões. Isso é bom”, comentou.
Kamai afirmou ainda que pretende acompanhar de perto as ações da prefeitura durante o verão amazônico, especialmente em relação às obras de infraestrutura nos bairros. “Nós vamos continuar passando asfalto sobre asfalto nas grandes vias da cidade ou vamos fazer o pavimento que as pessoas precisam nos bairros?”, questionou.
