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POLÍTICA

André Kamai critica “cidade imaginária” apresentada por Bocalom na câmara de Vereadores de Rio Branco

André Kamai critica “cidade imaginária” apresentada por Bocalom na câmara de Vereadores de Rio Branco

Durante a reabertura do ano legislativo da Câmara Municipal de Rio Branco, nesta terça-feira (3), o vereador André Kamai (PT) fez duras críticas à mensagem governamental lida pelo prefeito Tião Bocalom. Segundo o parlamentar, o discurso do Executivo descreveu uma cidade que não corresponde à realidade vivida diariamente pela população, especialmente nas periferias.

Kamai afirmou ter acompanhado atentamente a leitura da mensagem e relatou espanto com o retrato apresentado. “Parece que existe um portal para uma cidade imaginária. Essa Rio Branco descrita pelo prefeito não é a que conhecemos, não é a que se vê bairro a bairro”, declarou. O vereador destacou que, durante o recesso, percorreu diversas comunidades e constatou problemas graves que seguem sem resposta do poder público.

Para o parlamentar, negar a existência dos problemas é um obstáculo central à sua solução. “Quando alguém é incapaz de reconhecer os problemas, também é incapaz de enfrentá-los”, afirmou. Ele também rebateu a acusação do prefeito de que a Câmara estaria “sufocando” o orçamento municipal. Segundo o vereador, foi o próprio Executivo que comprometeu os recursos ao fazer escolhas equivocadas.

Como exemplo, Kamai citou investimentos milionários em obras viárias enquanto há famílias sem acesso à água potável. “Governar é fazer escolhas. E escolher concreto em uma cidade onde falta água é uma decisão que revela ausência de empatia”, criticou.

O vereador também lamentou a falta de debate após a leitura da mensagem e afirmou que a cidade real não chegou a bairros como Belo Jardim, Vista Linda, Cidade do Povo, Parte Alta e Baixada. Para ele, uma cidade moderna não se mede por viadutos, mas por dignidade, acesso a serviços básicos e qualidade de vida.

Kamai encerrou defendendo que a prefeitura exista para cuidar das pessoas, e não para atender vaidades políticas. “Rio Branco precisa de sensibilidade, humanidade e compromisso com quem mais sofre”, concluiu.