O Acre tem 151 mil pessoas ocupadas informalmente. O dado é do painel PNAD Contínua, elaborado pelo IBGE (Instituto de Geografia e Estatística). Em todo o estado, 70 mil trabalham no serviço público. Os que atuam na iniciativa privada são 146 mil pessoas. Destes, apenas 85 mil têm carteira assinada.
O IBGE mostra ainda que das 661 mil pessoas em idade de trabalhar, apenas 360 mil estão na força de trabalho. Outros 301 mil estão fora dela. As informações se referente ao 3º trimestre de 2025.
Em termos de Brasil, o número de pessoas subutilizadas cresceu. Seguindo o aumento da desocupação no trimestre, a taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a Força de trabalho ampliada) cresceu de 13,5%, no trimestre encerrado em novembro de 2025, para 14,1% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026. Essa taxa representa cerca de 16,1 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil, mais 675 mil pessoas frente ao trimestre de setembro a novembro de 2025, ocasião em que a subutilização foi estimada em 15,4 milhões de pessoas.

Rendimento de todos os trabalhos continua em patamar recorde
Continuou em patamar recorde, o rendimento médio mensal real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas, estimado em R$ 3.679, no trimestre encerrado em fevereiro, registrando crescimento de 2,0% frente ao trimestre anterior e de 5,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
“O crescimento do rendimento vem sendo impulsionado pela grande demanda de trabalhadores, acompanhada de tendência de maior formalização em atividades de comercio e serviços”, afirmou Adriana Beringuy.
Segundo os grupamentos de atividade, houve aumento nas categorias do Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (4,1%, ou mais R$ 116), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais R$ 140) e Outros serviços (11,2%, ou mais R$ 313). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
A taxa de informalidade mostrou leve queda de 37,5% da população ocupada (ou 38,3 milhões de trabalhadores informais) contra 37,7% (ou 38,8 milhões) no trimestre encerrado em novembro. “Nesse trimestre, a retração da informalidade foi influenciada pela queda na construção (que registra grande contingente de trabalhadores contra própria sem CNPJ) e em segmentos menos formalizados da Indústria e Agricultura”, esclareceu Beringuy. No trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025, a informalidade era de 38,1% (ou 38,4 milhões).
