De acordo com um levantamento feito pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o estado do Acre se destaca quando o assunto é a oferta de pescado na alimentação: 62,5%. Na sequência vem Rondônia (60,5%) e Amapá (50%).
Santa Catarina aparece com 45,7%, fruto da presença de uma cadeia pesqueira artesanal estruturada.
Já estados como Ceará (38,3%) e Rio de Janeiro (36,8%) apresentam índices intermediários, resultado da tradição litorânea, ainda que com desafios de distribuição para municípios do interior.
Em São Paulo (31,4%), a heterogeneidade entre litoral e interior influencia a menor regularidade da oferta.
Minas Gerais, com cerca de 18%, registra o menor percentual por ser um estado sem litoral e com menor tradição pesqueira.
Tilápia lidera entre espécies mais utilizadas
O estudo aponta resultados semelhantes entre nutricionistas e merendeiras quanto à escolha das espécies de pescado e às práticas de preparo nas cozinhas escolares. A tilápia aparece como a espécie predominante nos cardápios escolares, seguida por sardinha, atum e cação. Também há alinhamento entre prescrição técnica e execução nas cozinhas escolares, com predominância do uso de filé e preparo assado, considerados formatos mais adequados ao contexto da alimentação escolar.
Hambúrguer, almôndega, pão de peixe e outras preparações alternativas com pescado ainda são pouco frequentes nas escolas. Entre as merendeiras, 67% afirmaram não utilizar essas opções, enquanto entre nutricionistas o percentual chega a 56%. O dado indica necessidade de ampliação de capacitações e desenvolvimento de receituários adaptados à realidade das cozinhas escolares, especialmente para facilitar a aceitação pelos estudantes.
